quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cibercrime faz 54 vítimas por minuto no Brasil

Falta de informação e a despreocupação com a segurança durante a navegação na internet são as principais causas

Fonte: Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

São Paulo – Conte no relógio um minuto. Pronto? Se sim, saiba que a partir de então cerca de 54 pessoas no Brasil e 820 no mundo foram vítimas de algum tipo de cibercrime. E a qualquer momento a próxima vítima pode ser você. A falta de informação e a despreocupação com a segurança do computador durante a navegação na internet são as principais causas desse número divulgado pela empresa de soluções de segurança Symantec. Mas é a curiosidade o principal motivo: você nunca teve vontade de clicar naquelas mensagens “flagrante! Encontrei essas fotos suas por aí, acho melhor dar uma olhada! Clique aqui!”? Pois é: o relatório de 2011 de crimes cibernéticos da Norton aponta que 80% das pessoas que têm acesso à internet no Brasil foram vítimas desse tipo de crime — sendo 74% apenas nos últimos 12 meses. O aumento na incidência dessas práticas foi de quatro pontos percentuais, em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso faz o país superar a média registrada no mundo, que foi de 69%. Apesar dos altos índices, apenas 29% dos entrevistados dizem ter um software de segurança atualizado. No entanto, quando a pergunta é sobre o conhecimento dos riscos desses crimes, 82% dizem estar cientes. “Há uma grave desconexão na forma pela qual as pessoas encaram a ameaça de crimes cibernéticos. Combatê-los é uma responsabilidade compartilhada”, afirma Adam Palmer, consultor líder de cibersegurança da Norton. A contradição entre o conhecimento das ameaças e as ações tomadas para prevenir fica ainda mais grave quando a questão são as senhas. Mais de 60% dos entrevistados responderam que não utilizam chaves de acesso complexas e também não as alteram regularmente. Os adeptos do 123456 para tudo estão propensos a correrem mais riscos. “Os cibercriminosos gostam de alvos falsos. Se você andar com a carteira no bolso de trás da calça será mais fácil de ser roubado do que se estiver na mochila. O mesmo ocorre na rede”, ressalta Palmer. Junte as senhas fáceis com a pornografia na internet (87% que veem esse conteúdo têm mais chances de serem atacados) e o uso de antivírus gratuitos sem atualização e o caminho está aberto para invasões, roubo de contas e prejuízos ao computador. “Se trabalho em um lugar que o teto é baixo, não devo usar caneleiras, mas sim capacete. O mesmo acontece com antivírus gratuitos não atualizados: eles protegem, mas vai ser parcialmente e nem sempre no lugar certo”, explica Jeff Kyle, diretor-sênior de produtos da Norton. Pior do que ter o PC invadido por vírus é saber quanto de dinheiro e de  tempo se gasta para recuperar o computador dos ataques ou a conta em uma rede social. O custo total líquido do crime cibernético para o Brasil, de acordo com o estudo, é de R$ 104,8 bilhões — isso inclui R$ 79,5 bilhões de tempo perdido e os gastos com investigações — , sendo R$ 25,3 bilhões o prejuízo financeiro direto das vítimas. Em média, uma pessoa demora 11 dias para resolver todos os problema causados pelos malwares e espiões.  
O homem é problema
São os homens as ameaças mais fáceis para os cibercriminosos. Sete a cada 10 representantes do sexo masculino já foram alvo de vírus. A explicação está no fato de que eles acessam quatro vezes mais conteúdo adulto, são os que mais jogam on-line e os que também procuram relacionamentos na internet. Tudo isso sem se preocupar com a proteção do computador. Os smartphones também entram na dança. “Se comparar o número de pessoas que têm um computador e as que têm um smartphone, verá uma população muito maior de usuários nesse segundo caso, o que o torna mais propenso a ser explorado pelo cibercrime”, ressalta Kyle. No Brasil, 9% dos usuários que acessam a rede pelo telefone já foram vítimas — e a empresa de segurança identificou um aumento de 40% nas ameaças para dispositivos móveis, o que inclui também os tablets, principalmente com sistema operacional Android.
Tal qual nos computadores, a apatia à segurança nesses aparelhos é grande. Apenas 15% usam algum tipo de aplicativo como prevenção a vírus. A propagação também é mais rápida. O tipo mais comum de infecção acontece após o download de um programa contaminado, que rouba os contatos e envia uma mensagem de texto. A partir daí, todos que abrirem o SMS também estão sujeitos a terem os dados roubados, além de pagar os custos do envio da mensagem. “A indústria dos dispositivos móveis cresce e a dos cibercrimes acompanha essa ascensão, e as ameaças se tornam mais complexas”, explica Kyle.
iOS a salvo
Dados divulgados pela empresa McAfee mostram que, no segundo trimestre de 2011, os donos dos aparelhos equipados com o sistema operacional iOS da Apple não sofreram nenhuma ameaça de vírus no celular. No entanto, o Android foi atacado 44 vezes no mesmo período.
 
Fique por dentro
Além da quantidades de crimes cibernéticos, a pesquisa da Symantec também revelou detalhes sobre a rotina das pessoas na internet no Brasil » 30 horas por semana em média são gastas on-line » 36% dos proprietários de telefones celulares usam a internet pelo aparelho » 32% disseram que não conseguem viver sem a internet » 44% afirmaram que perderiam o contato com os amigos sem as redes sociais » 55% acham que a reputação on-line pode afetar de alguma forma como são vistos no mundo real.
Por Ataide de Almeida Jr do CORREIO BRAZILIENSE

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