terça-feira, 31 de março de 2015

Rio Branco 1912 – 1943

1ª parte: Vila (1912-1928) 

Por: Pedro Salviano Filho
(Coluna Histórias da Região - edição de março/abril de 2015)



No seu primeiro século, e já com o terceiro topônimo, Rio Branco era uma vila estagnada. Porém, em sua primeira década após a chegada dos trilhos, o seu crescimento foi surpreendente, a ponto de exigir a sua emancipação de Pesqueira.

O resgate de informações mostra novos dados que permitem acrescentar mais páginas ao nosso histórico. A luz elétrica e cinema; a construção de estradas; o crescimento do comércio, da educação, das feiras de gado, da quase desconhecida agência do Banco do Brasil, uma das primeiras no interior de Pernambuco (em 1923); algumas indústrias; o movimento para a emancipação que durou seis anos (a partir de 1922) e tantos outros fatores de desenvolvimento, transformaram a insignificante vilazinha em local próspero.

A nossa planilha (ver goo.gl/DyJv3t) , elaborada para registrar as datas e os fatos ao longo do tempo, agora está se ampliando com novos dados, mostrando muitas novas informações e links para fontes primárias, estimulando o leitor mais interessado em conhecer mais profundamente sobre a nossa Arcoverde.

1908 - No Dicionário corográfico, histórico e estatístico de Pernambuco, de Sebastião de Vasconcelos Galvão, Rio de Janeiro, 1908, pág. 406 (vol 1), goo.gl/4CrWtS , encontramos: ”Olho d´Água dos Bredos. Povoação.  Situada no município de Cimbres ao poente da cidade de Pesqueira e desta distante 55 quilômetros, fica encravada entre a serra da Aldeia Velha e um serrote de pedras, um tanto alto; está em terreno plano e arenoso a mesma povoação, junto da qual pelo lado do sul corre o riacho do Mel, sempre seco durante o verão, e onde, nessa época, abrem cacimbas. Consta o povoado de umas 40 casas, dispostas em duas ruas, contando cerca de 300 habitantes, e possui uma boa capela, fundada por Leonardo Pacheco do Couto, sob a invocação de N.S. do Livramento. Daí à vila da Pedra medem 30 quilômetros. Por essa povoação é a melhor estrada que há no município para o interior do Estado, visto como não se tem de subir a serra do Ororubá. Na época própria é admirável o movimento de boiadas e cavalarias, que por ai fazem o trânsito. Ao norte, a 10 quilômetros, fica a fazenda Arara, onde existe um grande lajedo com 3 caldeirões, sendo que três lagoas existem também no mesmo lajedo e neste, do lado ocidental, há uma inscrição desconhecida. A 10 quilômetros ao sul fica a fazenda Pingadeira, sitio fértil e com água permanente. Está a 640 metros de altitude.”

01-07-1909 – Foi através da Lei Estadual n. 991, de 1º de julho de 1909, que o povoado de Olhos d´Água dos Bredos foi elevado à categoria de vila: goo.gl/FwAzU0. “Três anos depois, passa a ser distrito de Pesqueira (Lei Municipal nº 18, de 12 de novembro de 1912)”. Minha cidade, minha saudade, Recife, 1972,Luís Wilson, pág. 130.

13-05-1912 [ver sobre inauguração da estação:  goo.gl/mMt9AN ]– “Gumercindo [Cordeiro de Albuquerque Cavalcanti], que compareceu à inauguração da estação do trem ao lado do seu Neto [Francisco de Albuquerque Cavalcanti Neto, seu pai] e de dona Cordeira, recordava sempre a emoção de todos com a chegada das autoridades para o evento. Essas autoridades ocupavam um vagão especial colocado à frente da locomotiva. Não conseguiu entender, até seus últimos dias, o descaso das pessoas diante de tão importante acontecimento, pois a afluência à estação foi diminuta”. Arcoverde. História político-administrativa, Sebastião Calado Bastos, Brasília, 1995, pág. 89.
10-09-1912 – Em O Paiz (RJ), goo.gl/ZRfQic , 6ª coluna: “[...] Ao mesmo tempo, a divisão procede aos estudos, que aguardam próximo termo, da estrada pública entre Rio Branco e Buíque, em uma extensão de cerca de 40 quilômetros."

16-05-1913 – O jornal A Província, goo.gl/ugjxFT , 2ª col., apresentou na seção da Câmara dos deputados um "Ofício do conselho municipal de Cimbres solicitando a mudança do nome de Cimbres para município de Pesqueira.” Na edição especial de Pernambuco, O Jornal (RJ), 17-09-1928, goo.gl/nyFyxK : “Outrora tinha o nome de Cimbres, mas como fosse motivo de constantes equívocos, por causa da vila desse nome, situada na serra Ororubá e que deixara de ser sede em 1836, resolveu o governo municipal, 1913, adotar a denominação Pesqueira, que foi referendada pelo Congresso Estadual.”

05-03-1914 - A Província, goo.gl/OwV0me , 3ª col.: Autoridade em exercício - "Assumiu o exercício do cargo de subdelegado do distrito policial Olho d´Água dos Bredos, do município de Pesqueira, na qualidade de efetivo, o Sr. Olympio Cavalcanti Freire”. Foi exonerado em 17-07-1915, goo.gl/ZygbDL  (5ª col.).

05-04-1914- Jornal do Recife, goo.gl/zvbhgw , 1ª col.: “[...] 1914- Projeto N. 9. Artigo 1º - É concedida a Glycério Nogueira Bandeira, ou à Companhia que organizar, privilégio para o transporte de cargas e passageiros por meio de automóveis, entre Rio Branco e Alagoa de Baixo, Ingazeira, Buíque, Flores, Vila Bela, Belmonte e Salgueiro.”

14-08-1915 - Jornal do Recife, goo.gl/ZygbDL , 5ª col.: “Portaria. O secretário interino da justiça, negócios interiores, instrução pública e fazenda, de acordo com a proposta do dr. chefe de polícia em ofício n. 1624 de 15 do corrente, resolvo exonerar o cidadão Olympio Cavalcanti Freire do cargo de subdelegado do distrito Olho d´Água dos Bredos, do município de Pesqueira.” (Ele assumiu o cargo em 5 de março de 1914). A Provincia , goo.gl/OwV0me , 3ª col.:. “Autoridade em exercício. Assumiu o exercício do cargo de subdelegado do distrito policial Olho d´Água dos Bredos, no município de Pesqueira, na qualidade de efetivo, o sr. Olympio Cavalcanti Freire.”

29-02-1916 - O Paiz (RJ),   goo.gl/SZW7f2 , 3ª col.: “Pelo Ministério da Viação foi solicitada do da Fazenda a distribuição do crédito de 20:000$ à delegacia fiscal em Pernambuco, por conta do crédito aberto pelo decreto n, 11.641, de 15 de julho de 1915. A referida quantia será entregue em quatro partes, como adiantamento, ao encarregado das obras da estrada de Rio Branco a Triunfo, sr. Manoel Siqueira Campos.” Em Um sertanejo e o Sertão, Ulisses Lins, Rio de Janeiro, 1976, pág. 116: “Logo que regressei  a Alagoa de Baixo, segui para Triunfo, e vi que muita gente trabalhava na serra, rasgando-lhe as encostas, sendo informado de que se construía uma estrada de rodagem. Achei graça, pois não podia admitir que os carrinhos Ford – pioneiros no interior – tivessem peito para escalar as ladeiras valentes da serra da Baixa Verde. Fora Manoel de Siqueira Campos (Dudu), grande comerciante ali, espírito arrojado e empreendedor, quem tomara a iniciativa daquela tarefa de Hércules. Providencialmente, centenas de sertanejos famintos – estava no auge a tremenda seca de 1915 – ali estavam matando a fome, com os parcos salários recebidos. O dr, Manoel Borba havia acertado com Siqueira Campos a construção da estrada, aproveitando a época do flagelo climático, a fim de evitar maior êxodo dos sertanejos, e prometera ir a Triunfo, logo que a estrada estivesse terminada, O que fez , efetivamente.” 1915 –  goo.gl/nSzHLa , “Manuel de Siqueira Campos manda construir a Estrada de Triunfo a Rio Branco[...]. Os automóveis em que viajaram a Triunfo o Dr. Manuel Borba, governador do Estado, e sua comitiva [para inauguração] (um dos quais do Cel. Delmiro Gouveia e outro do Dr. Romeu Pessoa de Queiroz), vieram até Rio Branco em um carro de nossa antiga “Great Western”. Município de Arcoverde (Rio Branco), Luís Wilson, Recife, 1982, pág. 83. Na 2ª.col. foto: “Na inauguração da estrada Rio Branco – Triunfo, chegada dos primeiros carros via Estação.”

08-07-1917 - A Noite (RJ),  goo.gl/5lWXld , 6ª col.: “As estradas de rodagem de Pernambuco. Alagoa de Baixo (Pernambuco), 8 (Serviço especial da A Noite) - A expensas da municipalidade e com auxílio de alguns comerciantes e criadores deste município, começaram, ontem, os trabalhos da estrada de rodagem desta cidade à povoação de Algodões a encontrar também a estrada Rio Branco a Triunfo. Reina por isso regozijo em toda a população deste município. A estrada em construção será inaugurada pelo dr. Manoel Borba, governador do Estado, que virá de Recife até aqui em automóvel.”

23-10-1917A Provincia, goo.gl/HY7aaN ,6ª. col.: “Agência de Correios Olho d´Água dos Bredos  passa a denominar-se Rio Branco“.

23-11-1917A Provincia, goo.gl/EVAuAv , 7ª col.: “A Inspetoria veterinária de Pesqueira remeteu os títulos de inscrição aos srs.: [...] Augusto Cavalcanti de Albuquerque [...] . “

21-12-1917A Provincia, goo.gl/L8o7UY  2ª col.:  “Exposição dos municípios. Já em Rio Branco o Sr. Augusto Cavalcanti. [...] o sr. Augusto Cavalcanti do município de Pesqueira: galinhas brancas [...].”

29-12-1917 - Jornal do Recife, goo.gl/3KmCLp , 4ª col.: “Exposição dos municípios. Uma entrevista com o coronel Augusto Cavalcanti sobre agricultura. Foto: Alguns produtos da fazenda Boa Vista do coronel Augusto Cavalcanti Estação Rio Branco.” Mais:  19-12-1917 Jornal do Recife, goo.gl/0mnRa8 ,5ª.col.

1917 –  goo.gl/xmYn35, pág.6 (=5/50): “Relatório dos presidentes dos estados brasileiros. Estradas e caminhos carroçáveis. Também auxiliou o estado na construção do caminho carroçável de Rio Branco a Flores e Triunfo, já mandando para ali pessoal a fim de auxiliar os serviços, já se interessando perante o governo da união para a concessão de um auxílio monetário. Este caminho que ficou concluído em fins de dezembro último tem o desenvolvimento de 160 quilômetros. De Rio Branco a Custódia: 83 km [...]”.

17-07-1918Jornal do Recife, goo.gl/zFjds4 , 5ª.col.: “O cel. Augusto Cavalcanti e a lagarta rosada do algodão (praga Zerofino).”
1918 - goo.gl/PjM6yp , pág.6 (=5/43): “Relatório dos presidentes dos estados brasileiros. “As estradas do estado estão divididas em quatro centros [...] 4º centro (Rio Branco) - Rio Branco a Triunfo”.

29-01-1919A Noite (RJ), goo.gl/eujfGP , 4ª col. : “Posse do primeiro bispo de Pesqueira.


23-02-1919 - Primeiro registro na Igreja N.S. do Livramento goo.gl/1EdtJf , Batismos 1919-1922, imagem 3/156: “Aos vinte e três dias do mês de fevereiro de 1919 nesta Matriz de Rio Branco, bispado de Pesqueira, batizei solenemente o párvulo "José" nascido em .. de fevereiro de mil novecentos e dezenove; filho legítimo de Antônio Felipe de... e Joana Ferreira de Freitas, sendo padrinhos José Bezerra dos Santos e ... Maria da Conceição. E para constar lavrei este termo que assino. Padre José Kehrle, Vigário.”


1919 -“Foi para receber o pai que o Coronel mandou construir [em 1918] uma de nossas mais belas casas de residência, algum tempo depois vizinha à feira de gado do Tamboril e onde esteve entre os anos de 1932 e 1936, em Rio Branco, as Obras Contra Secas.” (Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e outras notas. Luís Wilson, 1982, pág. 93).  Foto do livro Ícones. Patrimônio Cultural de Arcoverde, Roberto Moraes, Recife, 2008, pág.45.

13-03-1919 -  A Provincia, goo.gl/SgEkuN , 1ª col.: Ministro André Cavalcanti. “[...] Veio de sua viagem ao interior do estado, onde teve ocasião de visitar a casa onde nasceu. “

29-07-1919 - Jornal do Recife - goo.gl/cSRq6k  , 6ª col.: “Liga riobranquense contra o analfabetismo. [...] Muito nova ainda, contando, apenas, meses de existência, a Liga mantem as escolas Joaquim Nabuco e D. Vital, respectivamente para os dois sexos e dirigidas pela professora diplomada Elódia de Mendonça e professor Tranquilino Vianna, servindo de adjuntas a professora diplomada Albertina Farias e professora Maria M. Porto. Estas escolas funcionam diariamente com a frequência de 50 a 58 alunos, o que é bastante animador[...]. “ Mais informações em  22-08-1919, 6ª col.: http://goo.gl/XYsgLI.

09-08-1919 - Jornal do Recife, goo.gl/JJSx7g  , 7ª col.: “Viagem triunfal. A excursão do marechal Dantas Barreto a Rio Branco.”

18-09-1919 - A Provincia , goo.gl/hkXh24 ,7ª col.: "Os jornais dizem que se inaugurou ontem mais uma estrada, a de Rio Branco a Buíque, estrada para a qual concorreu muito o governo federal [...].”

23-09-1919A Provincia, goo.gl/JaKG2D , 2ª col.: Estrada para Buíque. “[...] Porque efetivamente, construir 28 longos quilômetros de estrada de rodagem em QUATRO anos já se chama trabalhar. Pois bem, depois de quatro anos de serviços já se pode ir de automóvel a Buíque! Projetaram-se e levaram-se a efeito grandes festas para o ato de inauguração. Na véspera foi um sábado, à noite eu presenciei o começo dos festejos nesta pacata vila de Rio Branco, ex-Olho d´Água dos Bredos [...]”.

26-11-1919 - Jornal do Recife, goo.gl/CSnMPs , 1ª  col.: “Aos parentes e amigos. Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Theodolina Cavalcanti de Albuquerque participam seu casamento. Rio Branco, 13 de novembro de 1919.” Checado em livro de registro civil: goo.gl/bQOXQb .

1919 - goo.gl/6zeKL2 , pág.16 (=15/98): “Relatório dos presidentes dos estados brasileiros. [...] 4º Centro - Rio Branco. Foi nesse centro de estradas e caminhos carroçáveis onde mais intensa se faz sentir a ação do governo no que concerne a essas vias de comunicação, pois é nele que tem origem as estradas e caminhos de penetração na zona sertaneja do estado [...] Estrada de Rio Branco a Buíque - Essa estrada foi projetada e iniciada pelo governo federal mas, tendo-se esgotado o crédito destinado à sua construção, foi esta interrompida em começos de 1917 quando já se achavam prontos cerca de seis quilômetros, faltando apenas as obras de arte [... ] Rio Branco a Triunfo[...].”

02-01-1920Correio da Manhã , goo.gl/2psxPF ,  7ª col.: “[...] - A vila de Rio Branco, deste município, acaba de inaugurar a luz elétrica e um cinema. - Cogita-se da construção de uma estrada de rodagem desta cidade, a de Garanhuns, passando pelas vilas de Alagoinha e Salobro, tendo um percurso de 18 léguas. A construção desta estrada seria uma vantagem extraordinária para os dois municípios.[...].”

15-01-1920 - Jornal do Recife , goo.gl/Wa1FEI , 7ª col.: “[...] - O cinema "Rio Branco" tem proporcionado encantadoras "soirées" aos seus "habitués". A luz elétrica, quer pública, quer particular, fornecida pelo coronel Augusto Cavalcanti, continua regular, esperando este cavalheiro entrar em acordo com o município afim de melhor servir ao público em geral. Presentemente o coronel Augusto Cavalcanti fornece gratuitamente a iluminação pública o que vem provar a sua boa vontade de colaborar no progresso de Rio Branco. Rio Branco, 11-1-1920 (Do Correspondente).” [Sobre o cinema goo.gl/irNlDe].

18-01-1920 - A Provincia , goo.gl/bhy0w8 , 3ª col.: Resposta de ofício da Great Western ao prefeito do Recife."[...] De Recife a S. Caetano, ida às terças-feiras, seguindo dali até Rio Branco às quartas-feiras e regressando às quintas a Recife [...].”

13-02-1920 - Jornal do Recife ,- goo.gl/kBvYnk   1ª col.: “[...] O coronel Augusto Cavalcanti demonstrou-se conosco em amistosa palestra, sobre o adiantamento de Rio Branco e outros assuntos, mostrando-se sobremodo interessado pelos progressos de sua terra. Somos agradecidos à cativante atenção do estimado cavalheiro.”

02-03-1920 - Jornal do Recife , goo.gl/1CQD03 , 4ª col.: “Levas de flagelados enchem as ruas da cidade implorando caridade pública.”

13-03-1920 - Jornal do Recife, goo.gl/cD5h55 , 1ª col.: “Pelos municípios - Rio Branco - A empresa do cinema "Rio Branco" não tomou conhecimento de um memorial que lhe foi dirigido por alguns frequentadores (a minoria) daquela casa de diversão. O coronel Augusto Cavalcanti, proprietário do citado cinema, agiu neste caso com todo critério ficando as famílias plenamente satisfeitas com a sua resolução. Para garantir a ordem, ali ameaçada de perturbação, foram postados dois policiais às ordens do respectivo subdelegado, senhor Tibúrcio Moura. Felizmente, até hoje, a ordem não foi alterada pelos descontentes com a resolução do coronel Cavalcanti.”

07-08-1920 - Jornal do Recife, goo.gl/OZLY4g  , 4ª col.: “Pelos municípios. Rio Branco. [...] As nossas feiras, inclusive a de gado, têm melhorado sensivelmente. [...] - Aqui chegou no domingo último, o dr. Luís Coelho, que vem clinicar nesta vila.[...]Acham-se bem adiantados os trabalhos da construção da estrada de rodagem ligando esta vila no município da Pedra.[...] Rio Branco, 4 de agosto de 1920.”

14-08-1920 - Jornal do Recife,   goo.gl/C9M4mm  , 1ª col.: A coluna “Pelos municípios” resumia os principais acontecimentos de Rio Branco. Entre eles: “Na sala de operações da "Farmácia Hollanda", no dia 6 do corrente, submeteu-se à delicada intervenção cirúrgica o sr. Antônio Marques, extraindo dois cancros do lábio inferior. Serviu de operador o dr. Liciniano de Almeida, tendo como auxiliares o dr. Luís Coelho e o farmacêutico Agostinho de Hollanda, este cloroformizador. O resultado foi satisfatório, continuando o operado em excelentes condições. - A fim de organizar o serviço de recenseamento esteve entre nós o dr. Ismael Ribeiro. S. s. visitou a "Liga Riobranquense contra o Analfabetismo" elogiando a ação da mesma em fazer forte propaganda pró recenseamento.- Acaba de estabelecer gabinete cirúrgico-dentário à rua do Comércio, o dr. J. I. Andrade Lima. Também instalou consultório o jovem e distinto facultativo dr. Luís Coelho. - Continuam os preparativos para as próximas festas de 7 de setembro promovidas pela "Liga contra o Analfabetismo". Haverá, além de outras festas, uma conferência lítero-histórica pelo dr. Andrade Lima e representação das comédias "Antônio Silvino" e "Um pai apaixonado", esta de lavra do farmacêutico sr. Agostinho de Hollanda. - As alunas da professora d. Elvira Farias Vianna também levarão interessantíssimo ato de variedades. - A passeata cívico-escolar compor-se-á das escolas estaduais, "D. Vital", "Joaquim Nabuco", "S. Luís" e "Externato Rio Branco". [...]- Os professores Elvira Farias Vianna, Elodia Layme de Mendonça e Edgar Mendonça têm feito em suas escolas preleções sobre as vantagens do recenseamento. [...] -- Os srs. Delmiro Freire & C. acabam de montar na rua do Comércio uma fábrica de goiabada a qual aqueles cavalheiros denominaram "Goiabada Rio Branco". O novo estabelecimento está dotado de aparelhos modernos, e iluminado à luz elétrica, rivalizando assim com os seus congêneres. Tivemos ocasião de visitar, ligeiramente, o referido estabelecimento colhendo magnífica impressão de tudo que vimos. Não regateamos aplausos àqueles industriais pelo melhoramento que acabam de introduzir nesta vila. - Também estão bem adiantados os trabalhos da construção da fábrica de beneficiar algodão, de propriedade da Companhia Algodoeira Nordeste do Brasil. (Do correspondente). Rio Branco, 10-8-920.”

24-11-1920 - Jornal do Recife , goo.gl/BkEi51, 6ª col.: “Melhoramento em Rio Branco. Devido em grande parte aos esforços do ilustre sr. coronel Augusto Cavalcanti acaba de ser inaugurada em Rio Branco a iluminação elétrica. A propósito desse importante melhoramento recebemos dali o seguinte telegrama: "Foi inaugurada ontem ocasião chegada trem, luz elétrica estação Rio Branco com excelente resultado, reinando geral satisfação passageiros e habitantes desta futurosa localidade. Houve grande entusiasmo por este importante melhoramento, para o qual muito tem se esforçado o coronel Augusto Cavalcanti, concessionário da empresa. - Comissão festejos”.

12-05-1921 - Jornal do Recife, goo.gl/b0uS6I , 4ª col.: “Coronel Augusto Cavalcanti de Albuquerque. Realizou-se ontem, às 10 horas da manhã, em a necrópole de S. Amaro, o enterramento do saudoso coronel Augusto Cavalcanti de Albuquerque, filho do ilustre pernambucano, o venerando presidente do Supremo Tribunal Federal, dr. André Cavalcanti. O enterro efetuou-se na catacumba no. 113 da municipalidade, sendo o coche fúnebre, que era de primeira classe, acompanhado de inúmeros carros, conduzindo amigos do morto e pessoas de sua desolada família. Sobre o riquíssimo ataúde viam-se grade número de coroas com inscrições denotadoras de saudade e muitas flores naturais no mesmo depositadas por mãos amigas. O extinto, que era grandemente relacionado em o nosso meio social, por suas belas qualidades de caráter, era casado com a exma. sra. d. Theodolina Freire Cavalcanti, de cujo consórcio deixa um filhinho de tenra idade. Mais uma vez sentimentamos à desolada família Cavalcanti de Albuquerque, especialmente à viúva do morto e ao seu ilustre pai, o dr. André Cavalcanti.” [Ver também goo.gl/irNlDe].

18-03-1922O Jornal (RJ), goo.gl/FqWUFI, 1ª col.: "O Brasil civiliza-se; esta frase foi a divisa com que Figueiredo Pimentel assinalou a sua época como um árbitro da moda, na sociedade do seu tempo. Como as conquistas mundanas não têm limite, a frase do falecido cronista ficará perpetuada para todo sempre, parodiando o axioma gaulês: "Le monde marche".
O Brasil civiliza-se: é o destino fatal de todos os povos, observando as leis imutáveis da natureza. As suas cidades acolhem pressurosas as boas ideias, cultivam-nas, difundem-nas, praticando à priori.
O carnaval, folguedo derivado dos bródios romanos e durante o qual há uma relativa licença, protegida pela máscara, toma uma feição menos grosseira e menos rude nos tempos atuais. Aqui, no Rio de Janeiro, o carnaval tendo a excluir a máscara; em breve tempo será uma concorrência de fantasias e roupas de cores berrantes, a cara descoberta. Mas não é, propriamente, do futuro carnaval que vamos tratar; apenas, mostrar aos leitores que o carnaval é também uma demonstração de civilização e progresso. A delicadeza e o gosto que presidem esses folguedos revelam a índole do povo, que se diverte, o seu caráter, a sua educação artística, os seus sentimentos.
Ora, o carnaval traduz isso, absolutamente, nos seus três dias de loucura. Publicamos hoje, uma gravura do carro do centenário, que figurou no préstito do Clube Esperança, de Rio Branco, no Estado de Pernambuco.

Rio Branco é uma pequena vila, de grande intensidade comercial, ponto de intercâmbio entre Pernambuco e Paraíba. O préstito do C.E. como se vê, para uma vila de interior, é um indício flagrante de civilização. É um pequeno empório comercial de importância, um verdadeiro entreposto do comércio interestadual (Paraíba e Pernambuco), distante do Recife uns 300 quilômetros. Rio Branco tem tudo: médico, farmácia, escolas, hotéis, cafés etc., só não uma coisa imprescindível à vida - a água. É, como ficou dito, uma pequena vila próspera e centro do grande comércio do algodão, pelica e gado. Apesar da falta de boas vias de comunicação, aliás o que se nota em quase todo o interior dos Estados, Rio Branco está talhada a ser uma das melhores futuras cidades do interior de Pernambuco, não só por ser o empório de todo o comércio daquela zona e de algum do Estado da Paraíba, como principalmente, dada a sua altitude de 670 metros, ter um clima agradável e sadio.
O carro representando um século de atividade, que figurou no préstito do Clube Esperanças, da vila do Rio Branco, de Pernambuco, nos limites com a Paraíba.

O Clube Esperanças apresentou os seus carros alegóricos durante o carnaval graças à iniciativa do seu presidente, o coronel José Bezerra da Silva, abastado e progressista negociante. O entrudo correu assim, em plana superior, gastando-se serpentinas, confete e lança-perfume. Um riobranquense enviou-nos a fotografia de um dos carros, com o dizer: "Rio Branco civiliza-se". É uma verdade, acrescentamos nós e praza que não atrofie o seu progresso.”

08-08-1922 - Jornal do Recife, goo.gl/HFzYv2 , 4ª col.: “Pelos municípios – Rio Branco, próspera localidade do interior do nosso Estado, respeitável pelo seu comércio adiantado e progressista, está empenhado numa campanha digna dos melhores aplausos. Pretende com o unânime concurso de todas as classes representativas dali, emancipar-se de Pesqueira, tornando-se por sua vez comuna municipal, para o que dispõe moral, político e economicamente dos recursos exigidos pela respectiva lei.

Rio Branco até antes de 1911, quando a estrada de ferro lhe chegou às portas, era um povoado humilde situado à margem direita do riacho do Mel, afluente do Moxotó. Mas, em derredor, nas serras que o circundam, campos vastos de criação e de lavoura, davam-lhe vitalidade, cooperando as suas ricas fazendas de gado para o fomento do antigo município de Cimbres, então a testa da edilidade.
A estrada de ferro porém completou no centro o prestígio que gozava na periferia. Do povoado que era tornou-se pelo natural impulso que as vias férreas colimam, em florescente vila, hoje quase cidade importante, possuindo fábricas, luz elétrica, estabelecimentos de promissoras iniciativas, industriais e comerciais.
Semelhante fenômeno evolutivo granjeou para Rio Branco uma posição de relevo no sertão. 
Realizam-se ali semanalmente ruidosas feiras de gado que atingem a somas altas. Aliás, a sua própria ponta terminal da estrada de ferro concorre para isto.
Tendo, portanto, vida econômica suficiente para viver independente, atingindo a renda dos seus impostos municipais a mais de vinte contos (20:000$000) anuais, apesar da arrecadação deficiente e precária, tendo a população avultada, eleitorado etc., é natural esse desejo dos habitantes de Rio Branco para se tornar município autônomo. Concorrerá o fato para animar o seu progresso e para grandeza do Estado.
Neste sentido, no domingo último [dia 30 julho de 1922], reunidos no cinema local, todas as classes sociais, daquela zona sertaneja, inclusive os representantes políticos do distrito, sob a presidência do coronel Delmiro Freire, foi levantada a ideia de levar a efeito a emancipação municipal, falando por essa ocasião vários oradores, entre entusiásticos aplausos.
Terminada a discussão da ideia, foi apresentado o seguinte programa da campanha:
1º - Designação de uma comissão executiva para promover os meios indispensáveis à realização da ideia.
2º - Abertura de uma subscrição popular destinada a custear as despesas.
3º - Dirigir telegramas de comunicação da assembleia, solicitando apoio moral, aos exmos. Srs. Cardeal Arcoverde, ministro André Cavalcanti, cônego Arthur Arcoverde, senadores Manoel Borba e Rosa e Silva, deputados Dantas Barreto e Pessoa de Queiroz, drs. Severino Pinheiro, Sérgio Loreto, José Bezerra Cavalcanti, José Bezerra Filho e José Neves Filho.
4º - escolha de um advogado de reconhecida notoriedade para fundamentar e dirigir a representação perante o Congresso do Estado.
5º - Promover e incrementar o eleitorado de Rio Branco.
6º - Organizar os elementos estatísticos da receita e despesa, que fundamentem à representação, de acordo com a lei orgânica dos municípios.
7º - Entender-se com os municípios de Alagoa de Baixo, Buíque e Pesqueira sobre a secção dos distritos de Umburanas, Salobro e Mimoso, para constituírem os núcleos distritais do futuro município.
8º - Tratar, em suma, de tudo quanto necessário for para a efetividade da ideia.
Aprovada a proposta, ficou escolhida a seguinte comissão executiva: coronel Delmiro Freire, coronel Jarônymo de Albuquerque Cavalcanti Jé, coronel Manoel Novaes, coronel José Estrela de Souza, coronel Nebridio Siqueira Granja, coronel Sálvio Napoleão e capitão João Manso de Barros.”

04-09-1922 - A Noite (RJ), goo.gl/Brz03f ,  5ª col.: “Um distrito de Pesqueira proclama sua independência. Rio Branco (Pernambuco), 4 (Serviço especial de A Noite) - O povo, o comércio e o eleitorado de Rio Branco, reunidos em importante assembleia popular, no prédio do Cinema Rio Branco, resolveu gritar independência, desligando-se do município de Pesqueira, por isso que o mesmo distrito pode viver de suas rendas próprias. A comissão executiva resolveu telegrafar ao cardeal Arcoverde, general Dantas Barreto, Drs. Rosa e Silva, Manoel Borba, Estácio Coimbra, Sérgio Loreto, Severino Pinheiro e à imprensa em geral.
Os municípios de Alagoa de Baixo e Buíque dão os distritos Umburana e Salobro para a formação do Núcleo Municipal riobranquense. Telegrafar-se-á dando os dados estatísticos ao sr. presidente da República e demais autoridades.”

07-10-1922O Jornal (RJ),  goo.gl/Mvx1O0 , 4ª col.:  “[...] Rio Branco, quer de um, quer de outro, espera muita coisa pois, apesar de ser um distrito mais importante mesmo do que a própria sede do município, está em tal abandono, que é de causar lástima.
É preciso notar que o comércio de Rio Branco, depois do de Recife, Limoeiro do Norte, Garanhuns, Vitória e Caruaru, é o mais importante do Estado, recebendo mercadorias de toda a parte e expedindo para todo o sertão.”

25-04-1923 – A Provincia,  goo.gl/DySuaZ  , 5ª.col.: “Município de Rio Branco. Mais uma importante localidade do interior do Estado, impulsionado pelo constante evolver de suas atividades econômicas, vem de dirigir ao Congresso Legislativo do Estado um memorial, no qual pleiteiam a sua independência municipal.

Trata-se de Rio Branco, distrito de Pesqueira, à porta o sertão, circunstância que lhe dá uma propriedade invejável, podendo hoje afirmar-se com vida independente pelo estímulo trazido pela estrada de ferro às suas fontes naturais de produção a riqueza.
Poder-se-ia argumentar a transitoriedade de seu progresso devido a contingência aquela poderosa circunstância; entretanto, esquece-se de que semelhante fenômeno apenas ampliado, desenvolva os seus recursos naturais; pois, é sabido que Rio Branco tem serras fertilíssimas onde se cultiva o algodão, e na região da caatinga, denominado Moxotó, Arara, Saco da Serra etc., a pecuária, desde tempos imemoriais, constitui o celeiro de quanto gado necessita o litoral.
Depois, os municípios circunvizinhos, de Alagoa de Baixo, Buíque e Pesqueira, em ação conjunta, cederam regiões de seu território, velhos distritos habitados, com excelente zona pastoril e agrícola, ao novo município de Rio Branco, enriquecendo assim o patrimônio territorial do núcleo da formação.
Dadas estas razões, é de crer que o Congresso ampare mais esta outra aspiração de liberdade municipal de um povo que deseja crescer e evoluir.”

05-05-1923 - A Provincia , goo.gl/q7zmev , 3ª col.: “Congresso do Estado - Câmara - São lidos , submetidos à discussão e aprovados os pareceres ns.61 e 62, mandando ouvir os municípios de Pesqueira, Buíque e Alagoa de Baixo, sobre a fundação do município de Rio Branco [...].”

05-05-1923 - Jornal do Recife, goo.gl/7CQSqX , 3ª col.: “São lidos , submetidos à discussão e aprovados os pareceres ns.61 e 62, mandando ouvir os municípios de Pesqueira, Buíque e Alagoa de Baixo, sobre a fundação do município de Rio Branco [...]“. Na parte inferior da coluna: “O dr. Octávio Tavares, presidente da Câmara dos Deputados, dirigiu ontem, aos municípios de Pesqueira, Buíque e Alagoa de Baixo, o telegrama abaixo, solicitando informações sobre o mérito do memorial dos habitantes de Rio Branco, em que estes pleiteiam a sua independência municipal: "Ilmos. srs. presidente e mais membros do Conselho Municipal de Pesqueira, Buíque e Alagoa de Baixo: Levo ao conhecimento desse Conselho que a comissão de Estatística e Divisão Civil da Câmara dos Deputados, a que foi presente o memorial em que os habitantes de Rio Branco pleiteiam a sua independência municipal e os habitantes do povoado de Ipojuca, Salobro e Umburanas solicitam a sua anexação ao município de Rio Branco, caso ele venha a se constituir, precisa, nos termos do art.36 parágrafo 9o. da Constituição, ouvir o vosso parecer sobre a pretensão constante do aludido material. A Câmara aguarda a vossa resposta com a possível brevidade. Saudações. Octavio Tavares, Presidente da Câmara.”

15-05-1923 - Jornal do Recife, goo.gl/YvzLgB  , 5ª col.: “Oficio do Conselho Municipal de Alagoa de Baixo, nos seguintes termos: Exmo. sr. Presidente da Câmara dos Deputados. Tendo presente o telegrama de v. exc. de 4 do corrente, em que solicitava deste Conselho a sua opinião acerca do memorial dos habitantes de Rio Branco, bem como o parecer sobre o abaixo assinado dos moradores de Umburanas, que desejam ficar pertencendo ao município de Rio Branco, caso ele se venta a constituir, em reunião hoje realizada  deliberou homologar a aspiração daqueles moradores, achando justo também o movimento de autonomia municipal de Rio Branco. A linha de demarcação de limites deste município deverá ficar assim determinada: por uma linha que a partir da fazenda Tigre, ao N. de Alagoa de Baixo, vá alcançar as fazendas Cachoeira, Pinheiro e o povoado de Umburanas, cujos domínios jurisdicionais ficarão pertencentes ao novo município de Rio Branco, devendo a linha de limite partir de Umburanas em ângulo agudo por uma reta em direção do morro Serrote, pertencente ao município de Buíque. O Conselho aproveita a oportunidade para apresentar à Câmara dos srs. Deputados os seus votos de solidariedade e alta estima. Saúde e fraternidade. Joaquim de Siqueira Cavalcanti, Presidente do Conselho, Romão Anacleto de Sant´Anna, 1o. Secretário, Vicente Ferreira Neves, 2o. Secretário, Luís Gonçalves do Rego, Pedro Pessoa de Siqueira Campos e José Felipe da Silva, Conselheiros.”

18-07-1923 – Jornal do Recife,  goo.gl/84Fkhl  , 1ª col.: “O Banco do Brasil em Rio Branco. O governo federal, em boa hora, atendeu à criação de uma agência do Banco do Brasil, na vila Rio Branco, deste Estado. Providência de alta significação econômica para os interesses comerciais do sertão, de quantas cidades do interior existam, importantes pelo seu desenvolvimento, nenhuma ultrapassa, naquela finalidade, a populosa vila. Quando "a reunião última do nosso poder legislador, em nome dos habitantes dali, apresentamos um extenso memorial em que pleiteávamos a sua independência municipal, houve da parte de uma facção político-local, célebre pelos processos da mentira e da intriga, a alegação idiota de que Rio Branco não estava em condições de suportar as exigências de uma vida própria. E, como argumento sádico, citavam os inimigos da causa rio-branquense a transitoriedade de sua atuação econômica nos destinos da vida sertaneja pela circunstância da estrada de ferro, que ali tem seu ponto terminal. Não há como destruir o absurdo de tão errôneo conceito. Nos detalhes da demonstração com que batemos às portas do Congresso do Estado, aliás publicada no órgão oficial, expusemos documentadamente os recursos em que se apoiava Rio Branco para a sua vida independente. Pondo à margem o fato, politicamente sintomático, de municípios circunvizinhos como Pesqueira, Buíque e Alagoa de Baixo cederem tratos de seus territórios para constituição da incipiente comuna, a Rio Branco sobravam para viver elementos de riqueza local, na sua indústria pastoril, no seu fomento agrícola procedente das serras que o contornam, além do seu estupendo comércio ribeirinho, não só proveniente dos limites paraibanos, como do espantoso tráfico sertanejo, do alto. Mas os cegos da paixão partidária, não são aliás os de pior cegueira, não viam nada disto em Rio Branco. Nunca vislumbraram sequer a evidência desta verdade. Os inimigos de minha terra permaneciam na ignorância de que ela possui 49 quilômetros quadrados, sitos numa zona criadora e fertilíssima; que possui uma poderosa fábrica de beneficiamento de algodão, cujas transações avultam numa estimativa de sete mil contos anuais; que tem dez mil e seiscentos e poucos habitantes e renda superior a quarenta contos por orçamento rigorosamente arrecadado. Não veem, nunca viram nada. Enxergam apenas os seus interesses políticos, sobremodo mesquinhos como objetivo administrativo, pois é o próprio município de Pesqueira, de que se vai desmembrar Rio Branco, que vem de encontro aos legítimos desejos de emancipação daquela gente. Em teoria, em direito público, nenhum fenômeno de vida constitucional é mais interessante que este, comentado pelos constitucionalistas pátrios e estrangeiros. Bryce escreve numerosas páginas a respeito, em apoio da tese, e entre nós, Castro Nunes, numa monografia brilhante, estuda o aspecto jurídico-social da questão considerando que os organismos políticos da vida das nacionalidades repousam evolutivamente nesses movimentos de independência comunais. No Brasil, talvez por inópia mental, se condena a criação de núcleos municipais. Por amor à verdade, seria melhor dizer: no Brasil destas bandas setentrionais, porque no sul, onde a ideia do progresso constitucional já entrou para o patrimônio jurídico dos seus homens públicos, tal fenômeno não tem mais a importância das coisas discutíveis. Ano a ano S. Paulo permite o alargamento da sua rede comunal que é sombra dos próprios valores da cooperação econômica, constitui o elemento sinérgico da vitabilidade paulista. Felizmente, para bem das minhas ilusões jurídicas, que de todo ainda persistem em se conservarem vivas, a atual administração de Pernambuco, tem a larga noção do liberalismo. O exmo. sr. dr. Sérgio Loreto, governador do Estado, é bem um  cultor do direito. Neste particular deu provas de sua visão clara acerca do municipalismo, prestando o seu apoio sancionador aquelas altas ideias, condenadas praticamente na lei ordinária que criou o município de Floresta dos Leões. Sobre Rio Branco não me pareceu antipática de s. exc. a opinião a respeito da sua independência, o que me valeu a esperança de continuar a bater-me pela causa. O recente ato da  criação da agência da agência do Banco do Brasil naquela localidade, tão digna de estimular fortes, é bem significativo da boa vontade dos poderes públicos para com o progresso dali. Com os aplausos a efetivação dos desejos dos meus conterrâneos que devem estar de parabéns, resta pedir aos deuses e aos homens de que dependem as coisas humanas, na terra, um sopro de proteção para o município de Rio Branco. Santos Leite - N.da.R - Reproduzido por ter saído com incorreções. NOTA CORRIGIDA  em goo.gl/FXKeE3 , 5ª.col.”

24-01-1924 - A Provincia, goo.gl/btzvTb  , 5ª col.: “Governo do Estado. Nomeando os cidadãos José Cavalcanti de Siqueira Britto, Manoel Tenório de Albuquerque e Pedro de Britto Filho para os cargos, respectivamente, de subdelegado, 1º e 2º suplentes do distrito de Ipojuca, do município de Pesqueira.”

08-04-1924 – A Provincia , goo.gl/1jpQdO , 6ª  col.: “2ª Coletoria de Pesqueira. Rio, 7 - O sr. Sampaio Vidal, ministro da Fazenda, mandou ouvir ao delegado fiscal desse Estado sobre o pedido dos comerciantes, no sentido de ser transferida para o município de Rio Branco a sede a 2ª Coletoria de Pesqueira.”

26-04-1924 - A Noite (RJ), goo.gl/O0ufkN .”O grande pastor das nossas almas. Celebrando o piedoso exemplo de S.E.D. Joaquim Arcoverde. As pomposas e solenes festas jubilares do cardeal brasileiro.” (Jubileu do Cardeal Arcoverde).

1925 [...] “O major Cândido Cavalcanti de Brito, prefeito de Pesqueira, vai inaugurar em Rio Branco o Grupo Escolar Prof. Sérgio Loreto Filho (depois de 1930, Grupo Escolar Quatro de Outubro) e o “Açougue Público” da cidadezinha, ainda naquela época 7º distrito do município de Pesqueira.”(Textos:  Município de Arcoverde, 1982, Luís Wilson, pág. 104. Foto: Revista de Pernambuco N.13, 01-06-1925, pág.53 (de 112) em goo.gl/2Ttsn5 .

O chefe do Estado, cercado de pessoas gradas posa para a Revista de Pernambuco, na plataforma do wagon de luxo em que viajou. Compareceram às solenidades o Dr. Sérgio Loreto, governador do Estado, o professor Fraga Rocha (deputado estadual) e outros convidados, que viajaram em um trem especial da Great Western. (Texto:  Município de Arcoverde, Luís Wilson, Recife, 1982, pág. 104). Em Ararobá. Lendária e Eterna, Luís Wilson, Pesqueira, 1980, pág. 216, complementa: “Notícias de que Lampião passara com um grupo de cangaceiros próximo à “cidadezinha”, fez com que o sr. governador não esperasse pelo banquete preparado para sua Exc. e sua comitiva na residência do cel. Antônio Japiassu. À noite, com dois salões do Grupo Escolar Loreto Filho atapetados de folhas de eucalipto, houve um grande baile.” Foto: Revista de Pernambuco N.13, 01-06-1925, pág.53 (de 112) em goo.gl/2Ttsn5 .

Inauguração do Grupo Escolar Prof. Sérgio Loreto Filho . Foto: Revista de Pernambuco N.13, 01-06-1925, pág.53 (de 112) em goo.gl/2Ttsn5

Do “Álbum de Pesqueira, adm. Cândido Cavalcanti de Brito 1923/1925”, cortesia de Marcelo Oliveira, de Pesqueira.

Do “Álbum de Pesqueira, adm. Cândido Cavalcanti de Brito 1923/1925”; foto de Nettinho (Severiano Jatobá Netto), cortesia de Marcelo Oliveira, de Pesqueira.

“Garoto assisti em 1925 à inauguração do Açougue Público de Rio Branco (quase em frente ao Beco da Estrada de Rodagem que vai para Buíque), bem como o do Grupo Escolar Prof. Loreto Filho (depois da Revolução de 1930, Grupo Escolar 4 de Outubro), junto à Escola Monsenhor Fabrício (construída depois) vizinha ao cinema do cel. Augusto Cavalcanti.” ( Ararobá. Lendária e Eterna, 1980, pág. 215, Luís Wilson).  Atualmente a Sefaz  (Agência da Receita Estadual) ocupa o lugar do antigo grupo escolar Prof. Loreto Filho; já na antiga escola Mons. Fabrício funciona o Restaurante Verdes Arcos, goo.gl/KP9W37 .

01-06-1925Revista de Pernambuco, goo.gl/2Ttsn5 , pág.53 (de 112). “Excursão governamental a Pesqueira e Rio Branco. Inauguração em R. Branco do Grupo Professor Loreto Filho e Açougue Público.” [Ver fotos].

25-06-1925 - Jornal do Recife, goo.gl/ohp5v5  , 1ª.col.: “Ai estão os fatos. [...] E achou de fato demasiada a taxa quando reparou na acanhada casinhola a que o dirigente riobranquense emprestara o título pomposo de "Grupo Escolar Sergio Loreto Filho", também inaugurado naquela vila com a honra de sua assistência em pessoa. [...].”

01-07-1925 - A Noite (RJ) , goo.gl/BB5K63 , 4ª col.: “O dr. Sérgio Loreto regressou, com sua comitiva, de sua viagem à Pesqueira e Rio Branco, tendo sido alvo de manifestações em todas as estações por onde passou e aqui recebido por autoridades, amigos e outras pessoas. “

24-09-1925Jornal do Recife, goo.gl/gjvMBg  , 1ª col.: De Manoel Gregório Teixeira da Lapa. Informações diversas de Rio Branco sobre Lampião, Banco do Brasil, incêndios e festa de N.S. Livramento. “ [...] Banco do Brasil - Este estabelecimento suspendeu todas as operações de crédito nesta praça; isto vale por dizer: apertou a corda ao comércio leader do partido republicano enforcado. Vimos uma legião de pedintes no balcão da agência local, a quem o gerente dizia, em dias da semana atrasada, com esse seu sorriso francófilo; "Perdoe, em nome da Casa Matriz que assim o ordena!" E afinando nesse "Deus vos favoreça" principiamos o mês de setembro cujos últimos dias se avizinham mais tétricos, mais sombrios, tanto que por iniciativa do sr. Cícero Ferreira foi transmitido à Matriz do Banco, na Guanabara futurista, o seguinte despacho telegráfico firmado por onze das mais importantes firmas desta praça: "Satélite - Rio - Informados gerente Banco Brasil nesta vila essa Matriz ordenou suspensão todas operações crédito aqui, justamente quando mais precisamos assistência financeira afim não sermos arrastados pela tremenda crise reinante, vendo paralisados nossos negócios e sobremodo depreciados nossos principais produtos, especialmente algodão constitui vida nossos sertões, apelamos essa Matriz sentido revogar ou sequer restringir aflitiva providência. Tudo esperamos vosso patriotismo, Saudações. Entretanto, até agora não "choveu no roçado"; e os matutos não sabem se foi com medo de Isidoro, com receio de Lampião ou temendo a própria crise, que o Banco do Brasil lançou essa última pá de cal sobre o cadáver do comércio. A coisa chegou ao ponto de um viajante comercial não conseguir passar para a sua casa, pelo Banco, cerca de quatro contos de réis recebidos na jornada cobradora. Tudo porque o Banco "estava suspenso" de ordens. Ouvimos até que ia ser raspado o cofre, e a "raspinha seria encaixotada e recambiada para Recife! Foi quando o Agostinho balbuciou, desolado e quase naturalizado húngaro: "Vae victis!" Esse Jornal, arauto de todas as conquistas liberais, defensor estrênuo do povo deprimido e espoliado, seja o cursor das nossas necessidades e diga: "Das duas uma: Ou Rio Branco sem banco, ou Banco sem Rio Branco!" Se não derem o dinheiro aos matutos, não nos livrarão da pasmaceira que é meio caminho andado para a miséria. Valorize-se o nosso direito, já que algodão não vale nada.”

19-12-1925Jornal do Recife, goo.gl/eCcsm3 , 3ª col.: “[...] Portanto é tempo de ser desbravada em parte as inóspitas caatingas com o silvar da locomotiva, é tempo desta ´terra bravia repontada de riqueza´ sair do marasmo em que vive. Para provarmos o que seja o prolongamento de vantajoso para uma localidade, vejamos Rio Branco, que em 1912 era uma simples povoação rural - a pequenina vila do Olho d´Água dos Bredos, hoje transformada na mais forte praça comercial do sertão deste estado; é preciso notar que Rio Branco naquela época, ao chegar a primeira locomotiva não dispunha de vida própria como dispõe Alagoa de Baixo e os municípios circunvizinhos etc. [...] Antonio Ramos, Recife 17-12-1925.”

08-10-1926O Jornal (RJ), goo.gl/Tukwsj  , 5ª col.: “O cangaceirismo nos sertões nordestinos. Vilas e povoações invadidas, saqueadas e incendiadas com a maior ferocidade. Lares desrespeitados. O depoimento de uma testemunha ocular.[...].”

13-10-1926O Jornal (RJ), goo.gl/h5llFy  , 4ª col.: “O banditismo no sertão nordestino. A sua repressão é falha e inútil, segundo o correspondente do O Jornal. O que nos informam os jornais do norte. Confirma-se, oficialmente, a notícia de achar-se ferido, gravemente, o facínora, "Lampião". [...] uma comissão de comerciantes [da vila Rio Branco] foi ter com o governador, que prometeu "medidas imediatas e eficientes", que nunca vieram.[...].”

 01-02-1927 - A Provincia , goo.gl/yaY8yn  , 2ª col.: “Nomeações de juízes - Em Pernambuco, foram nomeados os srs.  José Santiago Sobrinho e Manuel Albuquerque Bello, respectivamente 2º  e 3º  suplentes, no Município de Rio Branco.”

1927 - Almanak Adm., Merc. e Ind. RJ, goo.gl/wq8e80, pág. 1012, vol.III. 3ª col. “Estado de Pernambuco - municípios Barão do Rio Branco. Vila e sede do 7º distrito do município de Pesqueira, ponto final da estrada de ferro da Great Western of Brazil Railway Co. da linha partindo do Recife da estação de Cinco Pontas. Tem 3 estradas de rodagem, sendo para Buíque, Triunfo e Pedra. Possui 900 casas e tem 4.500 habitantes. Cultiva algodão, mandioca e milho. Repartições e serviços federais. Correio. Agente: José Candido Galvão. Ajudante: José Pacheco Lima. Carteiros: Valério Pacheco de Albuquerque. Francisco Ignácio de Freitas. Telégrafo Nacional. Agente: Manoel Mendonça Junior. Auxiliar: Emílio de Almeida Lima. Administração judiciária. Juiz do distrito: Isaías Gonçalves Lima. Escrivão do Registro Civil: Jeronymo de Albuquerque Cavalcanti. Administração policial. Subdelegado: Francisco Cordeiro Albuquerque. Instrução pública. Grupo Escolar Municipal: Professor Sérgio Loreto Filho. Professora estadual Maria Hisota. Religião. Capela N.S. do Sacramento. Vigário João Rodrigues, padre. Estrada de ferro. Great Western of Brazil Railway Co. Agente: João Souto. Despachantes: 1o. Araripe Serra. 2o. Misael Gomes. Comércio, Indústria e Profissões. Alfaiates: Euclydes Teixeira, Walfrido Silva. Algodão (fábrica de descaroçar): Pinto Alves & Cia. Paulo Peixoto. Sociedade Norte Este Brasileira. Algodão e cereais: André & Afonso. J. Diniz & Cia. Pereira & Cia. Viúva Rodrigues & Cia. Paulo Peixoto & Cia. Epaminondas Santos. Pessoa de Albuquerque & Cia. A. Campelo. José Ribeiro Braga. A. Velloso. Padilha & Irmão. Nebrídio Campos & Cia. José Estrela de Souza. Ernani Gomes de Araújo. Joaquim A. do Amaral & Torres. Leonardo Pacheco. José Nicolau Freire. Vicente Gomes. Victorino Pereira. Soares da Silva. Armarinho, Fazendas e Miudezas: Novaes & Irmão. José Coriolano & Filho. Sáe Freitas. Augusto M. de Medeiros. Alcides Malaquias da Silva. Abdias Ferreira dos Santos. Tito de Barros & Severo. Ernani Gomes de Araújo. Cícero Cordeiro. Automóveis (Garagens e compradores de): Garagem Ford: Epaminondas França. Agência Ford: Soares da Silva. Banco: Banco do Brasil (filial). Gerente: Álvaro Câmara Pinheiro. Barbeiros: Antônio Timbotino da Silva, Cícero Cordeiro, Pedro Veríssimo da Silva, Emiliano J. da Silva. Bilhares: José Augusto da Silva Burger. João Anthero de Medeiros, Israel Galvão. Comissões, Consignações e Conta Própria: Viúva Rodrigues & Cia. José Estrella de Souza. Costureiras: Amélia Assis. Maria do Carmo Góes. Rita Cordeiro de Souza. Couros e Peles: Delmiro Freire e Freitas. Ferreira & Cia. Padilha & Irmão. Dentista: Dr. A. Loyo. Fábricas de Bebidas: M. Fernandes. Antônio Cabral. Ferragens: Severino H. de Oliveira. Sálvio Napoleão. Francisco Tavares. Hotéis: Hotel Bolieiro, de José Bolieiro. Hotel Central, de Eurico Salvador & Cia. Hotel Rio Branco, de José Benoni. Livrarias e Papelarias: Augusto M. de Medeiros. Alcides Malaquias da Silva. Médicos: Dr. Antônio Luiz Coelho. Dr. Severiano Freire Filho. Padaria: Padaria Confiança. Farmácias: A. Valladão. Lafayette Menezes. Agostinho Hollanda. Secos e Molhados e Ferragens: Euclydes Arantes. Araújo & Cia. Ferreira & Cia. Epaminondas Santos. Novaes & Irmão. José Herculano Filho. Manoel Cavalcanti de Araújo. Francisco Tavares. Nebridio Campos & Cia. Soares da Silva. Pedro Alves de Oliveira. Carlos Mendes Gonçalves. José Bezerra da Silva. Almeida Araújo & Cia. Mathusalem Wanderley. Antônio de Freitas. Manoel Marcelino Constância. Felix Leite de Araújo. Manoel Ramiro da Fonseca. Sebastião Araújo. José Oliveira Freitas. Leonardo Guimarães. José Coriolano & Filho. Sapataria: Luiz Campello.”

05-02-1928 - Diario da Manhã, bit.ly/1ybp6Lh  , 3ª col.: “O chefe da insegurança pública escapou milagrosamente de uma emboscada do célebre bandido "Lampião". As últimas proezas do bandido em território pernambucano. (foto R. Branco = pág. 189 Município de Arcoverde (Rio Branco), com a legenda: Casas comerciais de Rio Branco, na atual avenida Antônio Japiassu, em 1927. Na primeira casa, à esquerda, esteve durante muitos anos a agência de nosso correio "Chico Numerador").”

06-04-1928O Paiz (RJ) - goo.gl/0GlTlw  , 1ª.col.: “Pernambuco - [...] Considerando a necessidade de construir novas rodovias e bem assim de conservar e melhorar as já existentes; considerando a conveniência de articulá-las num sistema orientado para várias regiões de que se compõe o território do Estado[...].”

05-06-1928Jornal do Recife, goo.gl/aaWC47, 1ª col.: “Sertão em fome.  [...] Quem assiste a uma feira de gado em Rio Branco, desola-se em ver a que estado está reduzida a nossa pecuária, não há uma só boiada gorda do nosso Estado [...].”

20-06-1928 - Diario da Manhã , bit.ly/19TiThB , 3ª col.: “Rio Branco tem elementos para pleitear a sua autonomia. E pode e deve libertar-se de Pesqueira. 

(Foto: A feira e uma das principais ruas de Rio Branco).
O sr. Estácio Coimbra nomeou uma custosa comissão destinada a rever a divisão administrativa do Estado. A comissão, até hoje, continua prolongando os seus afazeres meramente burocráticos com o intuito de tornar o mais rendoso possível o estudo da nova classificação de municípios, feita, aliás, para favorecer a política estacista no interior. A comissão proporá a divisão de acordo com esses intuitos políticos, independente dos interesses e das possibilidades de cada circunscrição a dividir. Se fossem sinceras as intenções do governo mandando proceder à nova divisão administrativa, poder-se-ia apontar desde logo certas regiões que seriam forçosamente elevadas à categoria de municípios, já pelo número de seus habitantes, já pelas suas possibilidades econômicas e financeiras. Rio Branco, por exemplo, estaria colocado entre os novos municípios. A sua população é numerosa. Rio Branco é um entreposto de compra e venda de algodão e peles, tendo uma vida comercial autônoma do município de Pesqueira, a que está agregado. As suas feiras são superiores às da sede do município, com uma concorrência cada vez maior. É provável que o governador não queira desgostar os reguletes que mandam e desmandam no município de Pesqueira. Mas é sempre bom ter esperanças. O sr. Estácio Coimbra (tenham certeza disso os habitantes de Rio Branco) é fértil em promessas [...]”


21-06-1928 - O Paiz (RJ) - goo.gl/KteC6V   , 7ª col.: “ [...] Possui, assim, o Serviço Estadual do Algodão, 4 campos de sementeira em atividade, localizados em Correntes, Rio Branco, Caruaru e Surubim. [...].” Mais em 23-06-1928 goo.gl/fzLVy3 , 7ª col.

15-08-1928 – A Provincia, goo.gl/Dsq0IH  , 1ª col.: “Criação de novos municípios. Parecer da comissão de estatística e divisão civil da Câmara dos Deputados.”

11-09-1928 - goo.gl/FwAzU0, pág. 12/22. Lei n. 1931 – Emancipação de Rio Branco. O município foi instalado em 01-01-1929, goo.gl/sJpidP .

13-09-1928goo.gl/OxSmhs , 4ª col.: “A nova divisão administrativa de Pernambuco. O território do Estado ficou organizado em 85 municípios. “

A versão completa desta matéria está em goo.gl/XggCjX

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