quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ginásios Cardeal Arcoverde e Imaculada Conceição

Por: Pedro Salviano Filho
(Coluna Histórias da Região - edição N. 303 de maio e junho de 2018 - Jornal de Arcoverde)

A partir da metade do século passado é que surgiram os primeiros estabelecimentos, hoje conhecidos como de ensino médio, em Arcoverde. Inicialmente, em 1952, foi inaugurado o Ginásio Diocesano Cardeal Arcoverde e, em 1953, para comemorar os 25 anos de emancipação do município, o Colégio Diocesano Imaculada Conceição.
Buscando resgatar mais informações sobre as origens destes educandários, procuramos acrescentar dados aos já divulgados nesta coluna (goo.gl/QVGWfb - goo.gl/pwFrRD), incrementando novos subsídios para a memória destes tradicionais estabelecimentos de ensino.


Foto colorizada do Colégio Diocesano Cardeal Arcoverde. Original no livro Ícones. Patrimônio Cultural de Arcoverde, Roberto Moraes, Recife, 2008, pág. 108.

16-09-1948 – Diário Oficial, bit.ly/1IP6P0A, 2ª col. «De Arcoverde: Virtude telegrama representei vossência festividade lançamento pedra fundamental Ginásio Cardeal Arcoverde. Saudações J. F. Ribeiro do Vale - Juiz de Direito.» 

09-08-1949 – Diário Oficial, bit.ly/1MzgHLG, 3ª col.
«Estatutos do Ginásio Cardeal Arcoverde.»

12-1949 - Arcoverde (Da publicação “O Democrático”, dezembro de 1949, pág.3; por cortesia do sr. Antônio Moreno).

Ginásio Diocesano de Arcoverde
«Estão em andamento e já bastante adiantadas as obras de construção do Ginásio Cardeal Arcoverde, desta cidade, iniciativa do exmo.erevmo. Sr. Bispo diocesano, d. Adalberto Sobral, com o concurso da diocese e do seu povo. Os arcoverdenses estão contribuindo na medida das suas possibilidades para que o ginásio da terra do Cardeal e que tem seu nome, seja concluído no mais curto espaço de tempo possível. Mas isto não basta. O custo da construção e das instalações do educandário requerem muito dinheiro, muito acima da capacidade da iniciativa particular. Ninguém ignora a ação do sr. Bispo junto aos poderes públicos que, digamos de passagem, apenas cumprirão o seu dever concorrendo com uma parcela do que daqui vai para os cofres públicos; no sentido de levar para a frente a ideia que não se destina ao uso e gozo dos iniciadores, mas às bases fundamentais da felicidade de uma população sedenta de saber. Os iniciadores são apenas apóstolos e desbravadores, dignos do amparo de quantos amam nossa terra e sua gente. O Democrático, como sempre, interessado nos assuntos culturais da cidade, unido a elementos ponderáveis do nosso meio, também vem concorrendo com o seu esforço para a construção da obra, tendo já destinado quotas de suas rendas para esse fim. A fotografia que ilustra esta página é da maquete do majestoso edifício em construção no terreno doado pelo sr. Emídio Soares Guimarães. Finalizando, queremos deixar registrado o nosso apelo aos que nos lerem para que as suas contribuições sejam mais generosas e frequentes.»

27-12-1949 – Correio da Manhã (RJ), bit.ly/1JW2YJy, 5ªcol.
«Será comemorado o centenário do nascimento do Cardeal Arcoverde. Sancionou o presidente da República o decreto do Congresso Nacional que autoriza o Poder Executivo a promover festejos comemorativos do centenário do nascimento do primeiro cardeal brasileiro, D. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, a transcorrer em 17 de janeiro de 1950, assim como mandar imprimir selos alusivos à data. O decreto sancionado autoriza, mais, a abertura do crédito especial de Cr$ 1.500.000,00 para conclusão e aparelhamento do Ginásio Cardeal Arcoverde, que está sendo construído sob os auspícios da Diocese de Pesqueira, na cidade de Arcoverde, Pernambuco.» Mais: 11-08-1950, bit.ly/1KFWHEZ.

14-03-1950 – Diario de Pernambuco, goo.gl/9tSfC7, 7ª col.
«[...] foram lidos ofícios de associações comerciais[...] telegrama do senador Apolonio Sales a respeito do Ginásio Cardeal Arcoverde, em construção.»


11-08-1950 – Diario de Pernambuco, goo.gl/SN5K35, 1ª col.   
«Centenário do cardeal Arcoverde. O presidente da República assinou um decreto abrindo um crédito de 1 milhão e meio de cruzeiros para as comemorações do nascimento do cardeal Arcoverde.
Dessa importância, um milhão e 200 mil serão empregados na conclusão do Ginásio Cardeal Arcoverde situado em Pesqueira, Garanhuns [situado em Arcoverde].»

05-09-1950 – Diario de Pernambuco, goo.gl/uT4auG, 6ª col. 
«De Pesqueira: Tenho satisfação comunicar vossência recebi auxilio crédito especial favor Ginásio Cardeal Arcoverde que será monumento vivo comemorações centenário  nascimento eminente purpurado pernambucano. Agradeço nome diocese cidade Arcoverde vossência que iniciativa projeto todo empenho aprovação autorização pagamento crédito especial. (a) Dom Adelmo Machado - Bispo Pesqueira.»

19-01-1952 - A Voz do Povo [Arcoverde]- pág.1 [do arquivo de Gaudêncio Vilela]
«Inauguração - Será inaugurado amanhã, ás 9 horas, o Ginásio Cardeal Arcoverde. O ato será solene e contará com a presença de D. Adelmo Machado, Bispo Diocesano e de D. João de Souza Lima, Bispo auxiliar de Diamantina. Estarão presentes, possivelmente, o sr. Governador do Estado e o dr. Secretário de Educação e Saúde, além de outras autoridades especialmente convidadas.
O povo, indistintamente, deve comparecer às diversas solenidades a se realizarem uma vez que a obra a ser inaugurada foi edificada com o objetivo de atender às suas necessidades no campo da educação.»

23-01-1952 –Diario de Pernambuco, goo.gl/e1LfyH, 5ª  col. 
«Inaugurado o Ginásio Cardeal Arcoverde.
Realizou-se domingo último no município de Arcoverde a solenidade de inauguração do “Ginásio Cardeal Arcoverde”.
A cerimônia foi presidida pelo secretário de Educação e Cultura, dr. Arruda Marinho, que representou o Governador do Estado, registrando-se a presença de dom Adelmo Machado, bispo de Pesqueira, dom Souza Lima, bispo-auxiliar de Diamantina, prefeito Otacílio Moraes, dr. Otílio Guedes, juiz de Direito local, deputado padre Wanderley Simões, além de numerosas outras autoridades, pessoas gradas e povo em geral.
Durante a solenidade de inauguração, que teve lugar às 10 horas, falaram dom Adelmo Machado, dr. Arruda Marinho e sr. Euclides Araújo, vice-prefeito, em nome da cidade de Arcoverde.
O “Ginásio Cardeal Arcoverde foi construído graças a uma verba consignada no orçamento federal em 1950, por iniciativa do então deputado Agamenon Magalhães.
À tarde do mesmo dia, realizou-se o lançamento da pedra fundamental do “Colégio N.S. das Dores”, tendo usado da palavra o dr. Otílio Guedes, juiz e Direito de Arcoverde.»

03-02-1952 – Diario de Pernambuco, goo.gl/V6aUCE, 1ª  col.
«Arcoverde. Operosidade e clarividência. Antonio Napoleão Arcoverde. Cidade de mais de 10 mil habitantes urbanos e perto de vinte mil com os arredores do município, de há muito vinha reclamando dos poderes públicos e das entidades mais representativas da organização social, um estabelecimento onde os jovens pudessem obter alguma coisa no que se refere a sua educação secundária.
A ideia de um ginásio jamais saiu das cogitações locais até que um bispo humilde, que soube se misturar com todas as classes veio concretizar os desejos dos filhos da terra do Cardeal Arcoverde. Coube a d. Adelmo Cavalcanti Machado a glória, de ver em pouco mais de três anos inaugurado o sonho transformado em realidade, inaugurando a 20 de janeiro de 1952 o Ginásio Cardeal Arcoverde.
Tendo vindo a esta cidade, em visita pastoral, no dia 13, acompanhado de dois missionários franciscanos, fez durante uma semana cheia de fé, a pregação da palavra católica ao católico povo de Arcoverde, para encerrar as festas missionárias com a inauguração preparada.
Depois da missa solene, dirigiu-se S. excia, o sr. d. João de Souza Lima, bispo adjunto da cidade de Diamantina nas Minas Gerais, que viajou especialmente até aqui para assistir dita inauguração, dada a parte saliente que tomou no início dos trabalhos do Ginásio; vigários de paróquias vizinhas autoridades civis e militares; representantes do sr. governador do Estado, dr. Arruda Marinho, Secretário da Educação; pessoas gradas, famílias e grande massa popular, para o edifício do ginásio, construído numa área de 120x300 metros, generosamente cedida pelo sr. Emídio Soares Guimarães, exmas. esposa e genitora.
S. excia. revma. d. Souza Lima, iniciou as solenidades, lançando a benção do saguão principal do edifício. O sr. bispo diocesano, d. Adelmo Machado usou então da palavra, que foi um hino de louvor a Deus pelo que concedeu a ele, aos padres e ao povo, fazendo ver-se realizada, em tão curto prazo, depois de tantas canseiras e até de incompreensões uma obra de tamanho vulto. Depois entrou na fase dos agradecimentos, não esquecendo um só dos beneméritos coadjuvares da obra. Desde o presidente Eurico Dutra à mais humilde autoridade municipal. Desde o bispo Souza Lima até zelador dos trabalhos, e o mestre das obras. Bela simples e emocionante saudação para quantos souberam valorizar o cumprimento do dever.
O dr. Arruda Marinho, em seguida, cortou o laço simbólico dando por inaugurado o Ginásio e falando em seu nome e no do sr. governador do Estado. Seguiu-se a benção do resto do edifício, a aposição do retrato do patrono - o saudoso Cardeal Arcoverde e imediatamente uma nova solenidade chamava a atenção do povo e das autoridades. Trata-se do lançamento da pedra fundamental do outro educandário - o Ginásio para moças.
Diante do momento que atravessa toda a humanidade, de tragédias, de dissolução, de um materialismo que ameaça dissolver todos os princípios da moral cristã, a operosidade e a clarividência de um homem da estatura de s. excia. revma, d. Adelmo Machado, precisa ser compreendida e estimulada por quantos ainda se interessam pelos problemas do espírito e pela estabilidade da família cristã.
Merece também um registro especial a atuação dos padres Francisco de Assis, até agora responsável pelas obras do Ginásio e Pedro Gabriel, vigário da freguesia, cujo devotamento não tem limites para bem servir aos seus paroquianos.
Convém notar-se também, o que é característico de Arcoverde, a presença ali de elementos de todas as cores partidárias e religiosas, num verdadeiro espírito de compreensão e de desejo de melhores dias para a terra generosa que acolhe indistintamente quantos a habitam.»

18-03-1952 -Diario de Pernambuco, goo.gl/tWJC4n, 5ª col.
Arcoverde - Ginásio Cardeal Arcoverde
«[…] Não sabemos porque, numa cidade de mais de dez mil habitantes, sem falar nos seus arredores, não tenham “chovido” candidatos ao curso ginasial, pois rapazes, em idade de frequentá-lo e usufruir os benefícios dessa frequência, não precisam ser mostrados. Todos estão vendo. No entanto, com tristeza, vimos que se inscreveram apenas 38, dos quais se matricularam apenas 23, havendo 8 transferências. E dos matriculados nem todos quiseram se submeter aos exames. Como as coisas mudam. O rabiscador destas linhas, quando veio para a atual cidade de Arcoverde, havia apenas terminado o primeiro ano do curso primário e na então vila não havia uma escola de qualquer espécie, obrigando-o a ficar analfabetozinho “de pai e mãe”. E ninguém pode avaliar a tristeza que sempre o acompanhou por não ter podido sequer terminar o curso primário, por falta de professores.
Agora que os temos, e dos bons, não seria o caso de aproveitarmos o que tão generosamente nos oferece? Que os pais de família e mesmo os rapazes pseudo-independentes aproveitem o ensejo que se lhes oferece e ocorram pressurosos ao Ginásio.
Os pais de família ponham ali os filhos e os rapazes persistam no nobre sentido de mostrarem que Arcoverde estava, de fato, ansioso por educar seus filhos. Presenciamos há pouco tempo um movimentado concurso que se abriu no Banco do Brasil, agência desta cidade.
Mais de vinte rapazes se inscreveram e apenas um satisfez às exigências do concurso, aliás coisa muito simples. Os rapazes de Arcoverde precisam mostrar que são capazes, mas isto só conseguirão com o estudo que abrirá o caminho dos seus conhecimentos.
Precisamos colaborar conosco mesmo, frequentando o estabelecimento que a tenacidade dos arcoverdenses, aliada ao alto espírito de compreensão de s. excia. revma, o sr. bispo D. Adelmo Machado e ao esforço do nosso pároco, pe. Pedro Gabriel de Vasconcelos, veio até nós, como uma benção do céu, para dissipar as trevas dos cérebros da nossa mocidade, tão necessitada de saber.
Aqui fica o nosso apelo, que não é apenas nosso, mas de quantos se interessam pelo futuro da mocidade de hoje.»

20-03-1952 – Diário Oficial, bit.ly/1KELzuJ, 1ª col.
«De Pesqueira: Tenho a satisfação comunicar vossência Ginásio Cardeal Arcoverde cidade Arcoverde acaba inaugurar retrato vossência uma das salas aula prestando merecida homenagem decidido empenho vossência consecução verba federal possibilitou construção equipamento grandioso prédio Ginásio. Respeitosas saudações Dom Adelmo. Bispo de Pesqueira.»

26-03-1952 –Diario de Pernambuco, goo.gl/1nftMi, 6ª col.
«[...] Fez-se muito barulho na cidade, quando da construção do Ginásio Cardeal Arcoverde. O bispo Diocesano tomou o pinhão na unha e, num tempo recorde, construiu, mobiliou e pôs a funcionar o estabelecimento, para o bem dos que tem filhos para educar.
Mas acontece que, por isto ou por aquilo, a matrícula está abaixo de todas as previsões e o Ginásio em dificuldades para funcionar porque a receita não poderá cobrir as despesas, sabido que os professores terão salários determinados pelo governo. Vai daí quatro vereadores entenderem que a municipalidade poderia ir de encontro ao Ginásio e pediram ao presidente para convocar a Câmara e tratar do assunto e, também, para tratar do Ambulatório Médico, pedido ao Instituto dos Comerciários. Mas consta que o prefeito intimou os vereadores pessedistas, que não quiseram ou não souberam tomar a iniciativa, a não comparecerem à reunião da Câmara. O presidente não convocou...
É de lamentar que queiram transformar em assunto político coisa que nada tem com a política, pondo de água abaixo a tão decantada pacificação.[...].»

05-04-1952 - A Voz do Povo [Arcoverde]- pág.3 [do arquivo de Gaudêncio Vilela].
«Instantâneos - Airon Rios. Está funcionando, em condições muito precárias, o Ginásio Cardeal Arcoverde. Enfrenta o grave problema que atropela todos os educandários: a pequena matrícula de alunos.
Nenhum colégio, nenhum estabelecimento de ensino, com exceção das oficiais, mantidos pelas verbas públicas, poderá manter, por muito tempo, suas portas abertas com uma reduzida matrícula de educandos.
Sofre este angustiante problema o nosso pomposo edifício de ensino. Poucos foram os rapazes que se matricularam. Em consequência, insuficiente a verba para atender às despesas inadiáveis do próprio Ginásio.
Mas há um meio de se remediar, em parte, estas dificuldades: liberalizar a matrícula também para moças. Mesmo porque, com as dificuldades existentes, os dirigentes daquela casa de ensino, não podem se dar ao luxo de exigências que somente mais agravam a situação já precária do educandário.
E, do outro lado, seria um critério de justa recompensa aos vários chefes de família que contribuíram para a construção do Ginásio Cardeal Arcoverde. E que depois do prédio levantado com seu abnegado auxílio dele não poderem se servir para iniciar a instrução das suas filhas.
Muitos são os que contribuíram. E muitos vivem com a corda no pescoço, fazendo ginásticas de todo jeito, suando por todos os poros, para manter suas filhas em outros colégios, fora de Arcoverde, com todas as despesas agravadas... Cremos que o espírito esclarecido de D. Adelmo Machado encaminhará, muito breve esta solução justa e reclamada pelo povo desta cidade. Autorizando o sistema misto de ensino as próprias rendas do colégio aumentarão. E os chefes de família, já tão espezinhados e onerados se sentirão menos preocupados com o futuro,,, »


05-04-1952 – Diario de Pernambuco, goo.gl/51NtqQ, 4ª col.
«[...] Agora, porém, o que está pondo em reboliço a política de Arcoverde é o caso do Ginásio Diocesano, recentemente criado e que não dispõe de meios nem para pagar ao professorado, à base dos vencimentos estipulados pela lei.[...].»

16-07-1952 – Diario de Pernambuco, goo.gl/ceXrDA, 1ª col.
«Ginásio de Arcoverde - Arcoverde possui um ginásio, instalado em edifício próprio, aliás um amplo e bonito edifício. Samuel Soares.


Começou a funcionar no começo deste ano e, por isso mesmo, só está ministrando a primeira série do curso ginasial. Ainda conta poucos alunos, tanto pelo motivo acima exposto, como porque ainda não tratoua sua direção de inaugurar o internato que seria muito útil à população dos municípios adjacentes. Também só admite alunos do sexo masculino, foi que não nos parece muito certo, apesar dos propósitos da fundação de um estabelecimento igual para moças.


Aliás, é bom dizer, ouvimos do padre Pedro Gabriel, vigário da paróquia e a quem muito se deve, do esforço e de tenacidade, pela existência do Ginásio, que estava cogitando de realizar entendimentos com uma ordem religiosa para dirigir o departamento feminino do educandário.


A despeito do período de férias ora em vigor foi-nos proporcionada, quarta feira última, do povo arcoverdense e com uma verba federal bem vultosa. Contudo, graças ao critério administrativo dos sacerdotes que tomaram a peito o controle dos serviços de construção, é que esta aparece como obra perfeita e bem acabada.


Faz gosto percorrer as instalações. Todas as dependências são amplas. O material empregado foi da melhor qualidade. Todo o prédio, enfim, representa uma obra de valor que impressiona muito bem.

Dali saímos bendizendo a iniciativa dos que, com o maior sacrifício e arrojo, empreenderam a instalação do Ginásio de Arcoverde. Sobretudo, saímos edificados com aquele sr. de bondade e de renúncia com que o padre Pedro Gabriel - o querido pároco da cidade - enfrentou, decididamente, contando, para isto, com o apoio moral do bispo de Pesqueira e com a cooperação e o esforço de outro sacerdote cujo nome não nos ocorre, no momento, a realização de uma obra tão gigantesca e tão meritória.


Salvo equívoco de nossa parte, o estabelecimento está contando, para sua manutenção, apenas com a ajuda financeira da Prefeitura de Arcoverde quando tudo indica a necessidade de um auxílio também do Estado.


É absolutamente certo que, no próximo ano, crescerá de muito a matrícula no Ginásio, com a promissão dos que estão cursando agora, a primeira série e com a entrada de outros rapazes arcoverdenses que se aproveitarão da possibilidade de estudar no próprio local. Maior ainda será a matrícula se se criar, como tudo indica, o departamento feminino e considerável, mesmo, se tornará o número de alunos, no caso de se admitir o internato com o que se beneficiarão, imensamente, os habitantes da região.


Assim, faz-se mister que o governo estadual, sentindo as vantagens decorrentes da instalação do Ginásio de Arcoverde se decida a cooperar para que ele se mantenha e alcance, menos penosamente os seus reais e nobres objetivos.»

14-09-1952 – Diario de Pernambuco, goo.gl/G4Ht3L, 5ª col. 
«Instrução de Arcoverde. [Por A. Napoleão] A instrução de Arcoverde está sendo administrada por um Ginásio, um grupo escolar estadual com 11 cadeiras, 3 cadeiras estaduais isoladas e 2 escolas típicas rurais também estaduais.
O município mantém 35 escolas isoladas, sendo 18 na sede e 17 na zona rural e mais 10 escolas supletivas noturnas, sendo 4 na sede e 6 na zona rural.
A iniciativa particular conta com o “Centro Educativo Leonardo Couto”, sob a orientação da professora Laura Rabelo com avultado número de alunos, ministrando além do curso primário mais uma escola oficializada de datilografia e rudimentos de escrituração mercantil. Segue-se lhe em importância o “Externato Batista” sob a orientação da professora Juvita Menezes, que ministra o curso primário a seus alunos. Existem ainda várias escolas primárias quer na sede, quer na zona rural.
Em 1951 a média de frequência das escolas públicas foi de 26 alunos por cadeira no Grupo Escolar; 27 alunos por cadeira nas escolas isoladas do Estado e nas escolas municipais de 25 alunos por cadeira.
 O Ginásio Cardeal Arcoverde foi fundado no começo deste ano contando, incompreensivelmente, com reduzido número de alunos. Está sob a orientação do pe.Délson Freitas, verdadeiro apóstolo que está dando tudo de si para que o Ginásio passe a ser um educandário à altura dos interesses da coletividade arcoverdense, funcionando em prédio próprio com as acomodações necessárias e construído especialmente para o fim a que se destina.
O Grupo Escolar Cardeal Arcoverde ainda se ressente de algumas necessidades para melhor comodidade de alunos e professoras. As escolas municipais se ressentem de tudo, salvo algumas exceções. A atual administração está procurando corrigir e sanar as necessidades das escolas municipais.»


11-10-1952 – Diário Oficial, bit.ly/1Hbx35X, 2ª col.
«Projeto n.305. Autoriza o Governo do Estado a abrir crédito especial de Cr$ 200.000,00 em favor do Ginásio N.S. Livramento de Arcoverde. [...] A primeira pedra do educandário para o sexo feminino foi lançada há cerca de um ano, quando das comemorações do primeiro centenário do nascimento do Cardeal Arcoverde. A obra está iniciada e urge que se lhe dê o apoio do Estado.[...] Não pedimos privilégios para a cidade de Arcoverde. O progresso excepcional da mesma, a densidade de sua população, sua posição chave de porta do sertão, seu clima, seu comércio e motivos outros justificam sobejamente a modesta contribuição do Estado, que pleiteamos para um tão nobre fim [...].»

1952- Arcoverde. História político-administrativa, Sebastião Calado Bastos, Brasília, 1995, pág. 131.
«Em janeiro de 1952 havia sido inaugurado o Ginásio Cardeal Arcoverde, cuja pedra fundamental fora lançada em 1948. O bispo Dom Adelmo Cavalcanti Machado (1905-1983) pretendia inaugurá-lo em 11 de setembro de 1950, por duas razões: 11 de setembro porque esse clérigo sempre procurava realizar as cerimônias na data da emancipação política do município. E em 1950, por se tratar do ano em que se comemorava o centenário de nascimento do Cardeal Arcoverde. O terreno foi doado à Diocese por Emídio Guimarães.
Pe. DélsonCursino de Freitas, que estudara no Rio Grande do Sul e fora ordenado no dia 23 de dezembro de 1950, foi seu primeiro diretor. Esteve à frente desse educandário diocesano de 2 de fevereiro de 1952 a 28 de fevereiro de 1976.
Já o terreno para a construção do Ginásio Imaculada Conceição foi adquirido através de compra (com uma participação muito ativa, entre as partes interessadas) do sub-prefeito Murilo de Oliveira Lira. Também diocesano, esse educandário foi inaugurado (cujo orador foi Euclides Siqueira) em 1955, passando a funcionar em 1956, ano em que houve o primeiro exame de admissão.
Como o Imaculada Conceição não tinha estrutura suficiente para ser autônomo - o que só veio a ocorrer em 1961 - ficou como uma Seção ou Departamento Feminino do Ginásio Cardeal Arcoverde.
Essa situação causou inúmeros problemas ao Pe. Delson, como diretor, visto que apesar da sua não autonomia o Imaculada funcionava com independência.»

14-10-1952 -Diario de Pernambuco, goo.gl/j3Nsaj, 7ª  col.
«Auxílio a um ginásio de Arcoverde, É o seguinte o texto do projeto de lei, apresentado pelo deputado pe. Vanderlei Simões à Assembléia Legislativa do Estado, autorizando abrir um crédito especial de 200.000,00 cruzeiros em favor do Ginásio N.S. do Livramento de Arcoverde […]. Justificação. No próximo ano o município irá celebrar o primeiro quarto de século da sua emancipação política. É pensamento do Exmo. sr. bispo da Diocese de Pesqueira que a Paróquia de Arcoverde sob sua jurisdição, tome parte naquelas comemorações, mediante uma realização que seja um marco perene e benfazejo da data que se irá celebrar. Um educandário para meninas é o que se pretende, o que de melhor se poderia desejar para Arcoverde.
A primeira pedra do educandário para o sexo feminino foi lançada há cerca de um ano quando das comemorações de primeiro aniversário de nascimento do Cardeal Arcoverde. 
A obra está iniciada e urge que se lhe dê o apoio do Estado. Nada tão justo e razoável  porquanto a ajuda do Poder Público no caso em apreço, que representa apenas uma parte do dever do Estado, cuja obrigação total de iniciativa própria é criar e manter educandários com o objetivo do futuro Ginásio Nossa Senhora do Livramento de Arcoverde […].»

04-09-1953 – Diario de Pernambuco, goo.gl/2TLMXh, 6ª col. 
«Bodas de prata da emancipação do município. Programa a ser realizado - Solenidades. É o seguinte o programa organizado para as solenidades das bodas de prata do município de Arcoverde, no dia 11 deste mês:
Em frente à Prefeitura Municipal, às 0,5 horas, alvorada pela banda musical e Bandas Marciais do Tiro de Guerra 154, Escolas Reunidas do Município, Grupo Escolar Cardeal Arcoverde, Centro Educativo Leonardo Couto, Ginásio Cardeal Arcoverde, acompanhada de uma salva de 21 tiros; 6,30 horas concentração de todos os estabelecimentos de ensino. Tiros de Guerra e agremiações esportivas; 7 horas, missa solene em ação de graças, celebrada por dom Adelmo Machado, bispo diocesano; 8 horas, hasteamento do pavilhão nacional, no edifício da municipalidade, pelo sr. Otacílio Morais, prefeito do município, ao som do hino nacional; 8,10 horas, saudação ao povo, pelo vereador Francisco Canindé de Morais; 8,30, distribuição de sanduíches e refrigerantes; 9 horas, revista à tropa; 9,30 horas início do desfile em continência às autoridades presentes; 11 horas inauguração do Ginásio Diocesano Imaculada Conceição, discursando em nome do município o jornalista Airon Rios; 12,30 horas, Banquete às autoridades e pessoas gradas, no salão do Esporte Clube de Arcoverde durante o qual será levantado um brinde de honra ao governador do Estado pelo sr. Murilo de Oliveira, sub-prefeito do município.
Segunda parte - às 13 horas sessão solene, sob a presidência do prefeito Otacílio Moraes, presentes o representante do governador, bispo diocesano, outras autoridades, delegações dos estabelecimentos de ensino, associações culturais e desportivas e o povo em geral; saudação por uma professora do município; distribuição dos prêmios conferidos aos vencedores das provas desportivas realizadas no dia 7; palestra sobre a data pelo padre Luis Wanderley Simões especialmente convidado, enaltecendo o significado da data e prestando uma homenagem ao governador Estácio Coimbra; franquia da palavra aos presentes.
Encerramento - 18 horas, arriamento do pavilhão nacional, em frente ao edifício da Prefeitura e às 21 horas, a municipalidade recepcionará a sociedade local, oferecendo-lhe um baile nos salões do Democrático Esporte Clube, no qual tocará a famosa Serra Talhada Jazz.»

10-9-1953 – Jornal Pequeno, goo.gl/V6eZ5e, 4ª col. 
«Bodas de Prata de Arcoverde. [...] - 11,00 - Inauguração do Ginásio Diocesano Imaculada Conceição, discursando em nome do município, o jornalista Airon Rios.[...].»



«Ginásio Imaculada Conceição. Em 11-09-1953 iniciavam-se suas atividades e sua primeira diretora foi a Irmã Alzira Guimarães Pereira Bernardino. Oficialmente o Ginásio foi inaugurado em 1955.» Foto colorizada. Original no livro Ícones. Patrimônio Cultural de Arcoverde, Roberto Moraes, Recife, 2008, pág. 113. Inicialmente chamado Ginásio N.S. do Livramento, depois de N.S. da Conceição e, por fim, Ginásio Imaculada Conceição, também conhecido popularmente como “Ginásio das freiras”.

15-09-1953 – Diario de Pernambuco, goo.gl/wpo8p8, 7ª col. 
«Telegramas.[...] De Arcoverde “Ciente grande interesse vossência difusão ensino zona sertaneja, tenho satisfação comunicar inauguração Ginásio Diocesano Imaculada Conceição confiado religiosa cidade Arcoverde. Cordiais saudações, Dom Adelmo - Bispo de Pesqueira.” »

20-09-1953 - Diario de Pernambuco, goo.gl/4Ec59V, 4ªcol.
«Dia do município. - Grandes festividades assinalaram as “bodas de prata” da emancipação política do município. O programa elaborado pela Prefeitura foi fielmente obedecido. Das solenidades destacaram-se desfile dos escolares, Tiro de Guerra 154, Agremiações desportivas etc. como também o banquete oferecido às autoridades e pessoas gradas no qual foi levantado um brinde de honra ao governador do Estado representado pelo sub-prefeito do município.
Às 15,20 horas no Cine-teatro Bandeirante realizou-se uma sessão solene, sob a presidência de d. Adelmo Machado, bispo de Pesqueira. Nessa ocasião falou o dep. Luiz Wanderley Simões.
À noite foi oferecido à sociedade local e convidados de outros municípios, um baile nos salões do “Democrático Sport Clube”. É digno de elogio o trabalho prestado pelos guardas de trânsito aqui destacados, que dirigiram o tráfego de maneira a tornar ainda mais brilhante o desfile realizado nesse dia.»


Fotocolorizada dos primeiros alunos GCA - Ícones. Patrimônio Cultural de Arcoverde, Roberto Moraes, Recife, 2008, pág.111

«Uma das turmas de estudantes do Ginásio Cardeal Arcoverde com o seu diretor, Pe. DelsonCursino de Freitas, e o professor Cleto Cursino Padilha.
Identifica-se na foto: Edvaldo Simões, Giovane Oliveira, Milton Lira, Gilberto Neves, Ararão, doca Farias, Juventino Mariano, Evandro Branco, Paulo Guimarães, Martiniano Ferraz, Raimundo, Blesman Modesto, Edier Napoleão, Leonardo Guimarães,, Paulo, José Fernandes, Geraldo Bezerra, Raimundo, Reginaldo Almeida, Ademir, Meu, Romero Lima, Zezito Magalhães, Jorge Pires, Zózimo, Evilásio Padilha, Aurecir Valença, Silvio Vidal, Elísio Dourado, Zé Maria Fonseca, Dia, Lula Veinho, Catre, Agobar, Jamildo Pacheco, Geraldo Maciel, Roosevelt e Pedro Donato.»

06-11-1953 – Diário Oficial, bit.ly/1I8aRh4, 1ª col.
«Projeto 368 - Ementa [autor Pe. Luiz Wanderley] - Autoriza a concessão de um auxílio em favor do Ginásio Nossa Senhora da Conceição de Arcoverde. Art. 1º. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir um crédito de Cr$ 100.000,00 em favor das obras do Ginásio Nossa Senhora da Conceição, de Arcoverde.»

09-03-1954 –Diário Oficial, bit.ly/1Ud5uT3, 1ª col.
«Lei 1833 - Autoriza a concessão de um auxílio ao Ginásio Nossa Senhora da Conceição, de Arcoverde.»

07-04-1954 – Diario de Pernambuco, goo.gl/qtQFHE, 5ª col.
«Nota de Arcoverde - Cleto Padilha. A última quinzena de março é início do ano letivo para  os nossos dois únicos estabelecimentos de instrução secundária. Desde alguns dias o ir e vir dos estudantes envergando orgulhosamente suas fardas oferece à cidade um colorido inteiramente novo. Arcoverde adquiriu um aspecto mais sério e no sorriso da sua gente se divisa todo o orgulho e encanto pelo acontecimento.
Na verdade, nenhum empreendimento terá tido tanta significação para os que vivem nesta comuna como a fundação desses educandários - Ginásio Cardeal Arcoverde e Ginásio Imaculada Conceição - que o dinamismo e o espírito de iniciativa de D. Adelmo Machado trouxe até aqui e que o culto pe. Délson de Freitas vem conduzindo com acerto.
Os dois Ginásios cumprem uma missão sublime através da educação das gerações mais novas, educação essa realizada não somente sob o aspecto meramente didático mas também  pela orientação moral e cristã que lhes permita trilhar o caminho certo nesses primeiros e naturalmente incertos passos da vida.

O futuro nos dirá do valor real deste empreendimento. Os primeiros frutos estão sendo colhidos. Existe já entre nós uma nova mentalidade dirigida e aprimorada no sentido do belo do bom e do justo. E isso sem dúvida descortina novos horizontes a Arcoverde de Amanhã.»

13-04-1954  -Diario de Pernambuco, goo.gl/AYg6AE, 2ª col. 
«Ginásios: Teve início no dia 15 de março p.p. o ano letivo nos ginásios Cardeal Arcoverde e Imaculada Conceição, desta cidade. O número de alunos matriculados em cada um dos estabelecimentos de ensino citados, ascende a uma centena.»

08-03-1957 –Diario de Pernambuco, goo.gl/ypJwzC, 6ª col.
«Vida Escolar […]. Ginásio Cardeal Arcoverde (Arcoverde) –[Bolsistas] Sebastião José Freire - Maria da Conceição Barbosa - Maria Corália Marques de Barros e Edward Soriano de Sá.»

28-03-1960 – Diário Oficial, bit.ly/1JBiP4I, 1ª col.
«Decreto n. 502 - É criado o Ginásio Estadual Carlos Rios, com sede na cidade de Arcoverde, tendo por finalidade ministrar o ensino secundário gratuito.[...] O referido Ginásio funcionará, a título precário, no edifício do Grupo Escolar Cardeal Arcoverde.»

23-06-1960 - Diário Oficial, bit.ly/1IuF1Iu, 3ª col.
«- Estatutos do Ginásio Imaculada Conceição.»



2012 – 50 anos depois eles se encontram goo.gl/8SNr1y 

Fachadas atuais. Fotos do Jornal de Arcoverde. Junho de 2018
Colégio Cardeal Arcoverde.

Colégio Imaculada Conceição. 


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Loja Simões Rocha celebra em Arcoverde 50 anos de atividades comerciais



Na noite desta segunda-feira, 04 de junho, a diretoria da Casa Simões Rocha, no centro de Arcoverde, comemorou com familiares, funcionários e amigos, os 50 anos do estabelecimento comercial. Confira abaixo um pouco sobre a trajetória inicial da empresa, cuja história faz parte do contexto de crescimento econômico deste município.

A Loja Simões Rocha, nasceu da vontade firme e do espírito idealizador de um homem como Edvaldo Simões da Rocha, que acreditou no desenvolvimento de Arcoverde e hoje, todos aqui presentes estão de parabéns por estarmos juntos celebrando os seus 50 anos de atuação comercial.


Gostaríamos aqui de nomear um a um dos colaboradores da empresa, todos os integrantes desta grande família. Mas, tal ação seria um pouco longa, porque são muitos colaboradores. Todos que fazem esta casa, de forma direta ou indireta, contribuíram para comemorarmos o seu meio século de existência. E a data também consiste em ser muito especial, porque coincide com o aniversário do seu fundador, Sr. Edvaldo Simões da Rocha.

Nascido no dia 03 de junho, do ano de 1936, Sr. Edvaldo Simões da Rocha chega aos 82 anos de idade carregando consigo um coração puro e acolhedor, dono de uma integridade indiscutível, considerado pela família e por aqueles que o conhece, como uma pessoa ímpar e de uma fé inquestionável.

Foi no ano de 1956 que Sr. Edvaldo, filho de João Cândido da Rocha e de Dona Amélia Simões da Rocha, obteve a constatação para o seu tino comercial, através de uma oportunidade de trabalho como vendedor em uma loja na cidade de Custódia, pelo padrinho e tio Sr. Valentim Simões. Após a conclusão de dois anos na referida função, Sr. Edvaldo percebeu que almejava outro sonho. E a partir de então, migrou para as feiras-livres de Custódia e de cidades vizinhas, para trabalhar como mascate.

Não foi fácil! Mas, como sempre destemido, passou a enfrentar as madrugadas com caixas de madeira, cheias de tecidos, que comprou com um empréstimo financeiro feito por sua mãe, Dona Amélia, seguindo de cidade em cidade. Posteriormente, com a ajuda do seu pai, Sr. João, adquiriu um caminhão independente para a prática do trabalho. Foi sob sol e chuva que Sr. Edvaldo manteve a perseverança para vencer na vida.

E em meio à luta pela jornada de trabalho aqui na cidade de Arcoverde, ainda como mascate, conheceu Dona Valda, em um desfile do dia 7 de setembro de 1965, com quem posteriormente se casou no ano de 1966. Com a sua garra e tendo ao seu lado uma mulher forte e corajosa, além dos seus dois primeiros filhos, Edvalda e João, conquistaram um grande sonho, quando comparam, em 1968, o seu primeiro prédio comercial, localizado no centro da cidade, e inauguraram a primeira sede das lojas Simões Rocha.

A família foi crescendo e Deus mais uma vez se fez presente, dando-lhes os filhos Edvany e Edvaldo Júnior. Hoje, Sr. Edvaldo e Dona Valda são avós de cinco netos abençoados e possuem queridas noras.

Voltando um pouco ao passado, ‘Seu Dadá’, como também é conhecido, construiu este prédio, no ano de 1983, onde estamos comemorando os 50 anos da Casa Simões Rocha. A família agradece aos seus funcionários, aqui presentes, representando todos que compõem as demais unidades da empresa, em Arcoverde e Serra Talhada.

A Casa Simões Rocha também possui como orgulho atualmente, ser uma das poucas empresas em Arcoverde e região, que continua com fundadores e família a frente de suas atividades comerciais. Parafraseando o grande poeta pernambucano Carlos Pena Filho: “É do sonho dos homens que uma cidade se inventa”.

Portanto, a noite é de festa! E iremos comemorar e mais do que nunca nos orgulhar da camisa que vestimos. Desejamos que a união que nos apoia, faça-nos crescer cada vez mais! Na alegria desta data, sintam-se todos abraçados pela Família Simões Rocha.




Fotos: divulgação 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Paróquia Nossa Senhora do Livramento de Arcoverde

Por: Pedro Salviano Filho
(Coluna Histórias da Região - edição N. 302 de março e abril de 2018 - Jornal de Arcoverde)

Em 1841 há um registro da existência da capela curada de N.S. do Livramento, em Olho d'Água (primeiro topônimo de Arcoverde), que se presume, sofreu uma primeira reforma em 1865. 
Apesar dos estudos para construção de um novo prédio, que seria localizado onde posteriormente foi construído o cine Bandeirante, incluindo a colocação de pedra fundamental em janeiro de 1940, somente em junho daquele ano teve início a reconstrução, no mesmo local, a atual matriz. Dois anos depois, em 1942, já estavam prontas as novas construções, incluindo uma casa paroquial. Em janeiro de 1945 acontecia a “festa de maior expressão de nossa padroeira”. 
Em 1919, pelo Decreto n. 2, do Paço Episcopal de Pesqueira, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Livramento que fará um século no próximo ano.
Tentamos, assim, recompor a linha do tempo com os dados coletados, desde as mais remotas informações. 

Século 19

1818 - Nos próprios livros da Igreja Católica, encontrei o registro de matrimônio  (planilha em goo.gl/KNokLQ) do pioneiro Leonardo Pacheco Couto, apresentado abaixo.

goo.gl/8NzYdU (imagem 3227/3673)

«Aos vinte e quatro de novembro de mil oitocentos e dezoito, no lugar Engenho nesta freguesia de Nossa Senhora das Montanhas da vila de Cimbres, tendo sido feitos as [diligencias], sem impedimento, tendo o nubente justificado o seu estado livre e dado fiança nos banhos da sua origem, como .. grista domandado que ... precedendo confissão, exame de doutrina cristã em minha presença e das testemunhas ... Luiz Cavalcanti, Francisco de Bernardes Rego, casados, moradores nesta freguesia, e receberam em matrimonio Leonardo Pacheco e Anna Antonia, brancos, aquele filho legítimo de Duarte Pereira e Francisca da Piedade, e esta filha legítima de Duarte Benevides Cordeiro e Antonia Maria, logo lhes fiz as benções nupciais e para constar fiz este assento que assino. Vicente Ferrer de Mello Vigário interino.»

1841-

Livro de Atas das Sessões da Câmara Municipal de Cimbres de 1840 a 1854. Centro de Estudos de História Municipal – CEHM. Recife, 2016. Pág. 16.

«Ata da Sessão Extraordinária de 28 de fevereiro de 1841. Presidência do Senhor Pessoa de Siqueira. [...] Foi enviada ao Governo da Província para apresentar a Assembleia legislativa provincial uma representação dos habitantes da povoação de Olho d´Água, exigindo a nomeação do juiz de Paz para aquele lugar por estar em circunstâncias de capela curada, e criação de cadeira de primeiras letras[...].»

Foi o pioneiro Leonardo Pacheco quem em terras da sua fazenda Santa Rita, mandou levantar uma Igrejinha sob o orago de Nossa Senhora do Livramento. 
Também os registros dos livros mostram os primeiros batizados realizados na igreja de Olho d’Água, nosso primeiro topônimo. E no mesmo local em que se acha hoje a matriz! Descendo da matriz de Cimbres, os padres ali realizavam os batizados, matrimônios etc., registrando nos livros da Igreja. Neles aparece, inclusive, os nomes de Leonardo Pacheco e sua esposa. goo.gl/4dBisW 

1843-Livro de batismo de Cimbres (1842-1846) da Igreja católica. Primeiros batizados na capela de Olho d´Água


«Jacinto, pardo, de um ano e meio, filho legítimo de Francisco Alves .. e Ana Maria Cavalcanti, moradores no Melado, foi batizado solenemente por mim na Capela de Olho d’Água no dia vinte de maio de mil oitocentos e quarenta e três; foram padrinhos João Domingues da Silva e Cunha e Maria Joaquina Cordeiro, moradores no Tamboril, do que mandei fazer este assento que assino Manoel José dos Prazeres.
Vigário interino.»

Em 1843 ainda não havia estrada entre Cimbres e Olho d´Água e provavelmente o vigário interino, padre Manoel José dos Prazeres, descia em lombo de mula para ali realizar os primeiros batizados. Os registros assinados por ele incluem muitos nomes das primitivas fazendas de criação de gado que se desenvolviam. 
Apenas no meio do século 19 é que foi construída a primeira estrada, o Caminho das Boiadas ou Roteiro de Ipojuca, ligando a vila de Pesqueira a Olho d´Água. 

1865 - 
Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos, Recife, 1978, volume 3, pág.  911, Luís Wilson. goo.gl/NTF6v3 

«Em terras de sua Fazenda Santa Rita, que naquela época vinha até os limites urbanos e suburbanos da atual cidade de Arcoverde, confinando ao pé da Serra da Caiçara, na Boa Vista, com a Fazenda Bredos, de João Nepomuceno de Siqueira Melo (João dos Bredos), mandou o Capitão Leonardo Pacheco Couto levantar uma Igrejinha sob o orago de Nossa Senhora do Livramento, acima de cuja porta principal lia-se até o ano de 1939 ou de 1940 (quando a derrubaram para construírem outra Igreja no mesmo local): — "1865".
A data de 1865 parece ter sido, todavia, a de uma reforma da capelinha e não a de sua construção, porque a 04.05.1843, o velho Capitão Leonardo Couto já doente, fazia curador de todos os seus bens e interesses o filho mais velho Capitão Verissimo José do Couto, então com 24 anos de idade (v. documento do Arq. de Orlando Cavalcanti) .
Seria possível Leonardo Pacheco Couto ter mandado construir a Igrejinha 22 anos depois, mas sabe-se que um dia, quando levantavam a capelinha, um trabalhador ou um operário caiu de um andaime muito alto e o Capitão, naquela ocasião na Igreja, "onde estava sempre vendo os trabalhos de sua construção", teria dito: — Valha-me Nossa Senhora do Livramento! — tendo sido o fato de nada o homem ter sofrido (tomado pelo português como um milagre), que teria dado lugar a que a padroeira da Igrejinha fosse Nossa Senhora do Livramento.»

1865 – Diário de Pernambuco


A edição de 15-09-1865 do Diário de Pernambuco apresenta uma pequena citação sobre a capela (cuja primeira reforma está citada em vários livros como naquele ano): Governo do bispado de Pernambuco, goo.gl/ZsCcvG, 5ª col.: «Dito ao vigário de Buíque - Acuso recebido o seu ofício de 20 de julho, e tendo em consideração o que V.Rvma. me expõe sobre a obra da capela de Nossa Senhora da Penha, julgo conveniente que V.Rvma. conserve a imagem da mesma Senhora na capela do Olho d´Água dos Bredos, até a conclusão da outra capela [...]». Mais: Contribuições para um novo histórico de Arcoverde goo.gl/zQZ9Dh .

Ainda sobre a reconstrução da Capela em 1865:
O Município de Arcoverde” Teófanes Chaves Ribeiro (Prima Editora, 1951) pág. 2: «[...]  que esse desbravador ampliou “o povoado recém-nascido, construindo depois de algum tempo uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Livramento, à qual doou um regular patrimônio. Dita capela foi reconstruída no ano de 1865

Século 20

1908 -Dicionário corográfico, histórico e estatístico de Pernambuco, de Sebastião de Vasconcelos Galvão, Rio de Janeiro, 1908, pág. 406 (vol.1), goo.gl/4CrWtS: «Olho d´Água dos Bredos. Povoação.  [...] Consta o povoado de umas 40 casas, dispostas em duas ruas, contando cerca de 300 habitantes, e possui uma boa capela, fundada por Leonardo Pacheco do Couto, sob a invocação de N.S. do Livramento

29-01-1919


29-01-1919 – A Noite (RJ), goo.gl/eujfGP , 4ª col. : Posse do primeiro bispo de Pesqueira.

1919 – Primeiros registros na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco, cujo primeiro vigário foi o padre José Kherle (1891-1978). goo.gl/pQEBLC.




23-02-1919 - Primeiro registro na Igreja N.S. do Livramento goo.gl/1EdtJf , Batismos 1919-1922, imagem 3/156: 



«Aos vinte e três dias do mês de fevereiro de 1919 nesta Matriz de Rio Branco, bispado de Pesqueira, batizei solenemente o párvulo "José" nascido em .. de fevereiro de mil novecentos e dezenove; filho legítimo de Antônio Felipe de... e Joana Ferreira de Freitas, sendo padrinhos José Bezerra dos Santos e ... Maria da Conceição. E para constar lavrei este termo que assino. Padre José Kehrle, Vigário.»



21-08-1919 – Decreto da criação da freguesia de Nossa Senhora do Livramento.

«Tendo sido transferida a sede do bispado de Floresta para Pesqueira, em janeiro de 1919, o prelado diocesano, o Exmo. e revmo. Monsenhor D. José Antonio de Oliveira Lopes criou a nova freguesia de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco (Arcoverde), pelo decreto número 2 de 21 de agosto de 1919.»

Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos, Recife, 1978, volume 3, pág.  911, Luís Wilson. goo.gl/NTF6v3 .

«Em 1920, quando meu pai, minha mãe, eu e minha irmã Irene, chegamos a Rio Branco, a Igrejinha de Nossa Senhora do Livramento não tinha bancos, nem cadeiras.

Não me lembro, aliás, destas últimas, em nenhuma época, em nossa Igrejinha, vendo-as, mais tarde, em grande quanti¬dade na Catedral de Sant'Águida, em Pesqueira (cada uma com o nome do seu proprietário: — “Cel. Adalberto de Freitas", "D. Maria Alfina Didier", "Dr. Lydio Paraíba", "D. Manieta Pita", "Otávio do Rego Barros", "Herudina Cavalcanti", "Thomaz de Aquino" e muitos outros), sabendo-se que o uso de cadeiras nas Igrejas significava, outrora, privilégio, que precisava ser solicitado aos prelados, pagando-se uma taxa e requerendo a autorização por Carta Régia.»
[Conta-nos o historiador pesqueirense Marcelo Oliveira que muitas dessas citadas cadeiras se encontram hoje no Museu Diocesano de Pesqueira].

«A “Igrejinha” de Nossa Senhora do Livramento, em Rio Branco (Arcoverde), em estilo barroco ou colonial, em 1919 ou 1920. A sua reforma ou reconstrução, tem-se a impressão que data de 1865. Era “capela curada” a 28-02-1841.»Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e Outras Notas. 1982. Luís Wilson. Pág.77.


«A antiga Igrejinha de Nossa Senhora do Livramento, numa tarde de “Missões”, em 1929 (Arq. da negrinha Quitéria de “seu” Vicente Gomes ». Minha cidade, minha saudade, de Luís Wilson, Recife, 1972, Pág. 121. (Imagens colorizadas).


Bispos e vigários



Dom Augusto Álvaro da Silva – 1911-1915. Imagem colorizada.

Conta-nos o historiador pesqueirense Marcelo Oliveira
(matéria completa em: goo.gl/z5jfT7 ):

«A maioria das pessoas, talvez todas, tem Dom José Lopes como o primeiro bispo de Pesqueira. No entanto a história oficial é diferente.

Em 5 de dezembro de 1910, a Igreja de Roma criou a Diocese de Floresta, a primeira do Sertão pernambucano, desmembrada da então Diocese de Olinda, que na mesma data foi elevada a Arquidiocese. Em 12 de maio do ano seguinte, a nova e imensa Diocese conheceria o seu primeiro bispo, Dom Augusto Álvaro da Silva, um recifense nascido em 8 de abril de 1876 e ordenado sacerdote em 1899. Sendo esta a mesma sede episcopal que depois, em 1918, seria transferida para Pesqueira, temos Dom Augusto oficialmente como seu primeiro bispo e Dom José Lopes, nomeado em 1915, como o segundo titular, embora este consagrado popularmente na cidade como o primeiro. […] Com a saída de Dom Augusto da Diocese de Floresta, lá ficou como administrador apostólico o padre Frederico de Oliveira, que era vigário de Tacaratu. Ainda naquele ano de 1915, em 21 de novembro, toma posse o novo bispo: Dom José Antônio de Oliveira Lopes, natural de Recife e nascido em 11 de abril de 1868.
Em 1918, no entanto, a cidade de Floresta sofre um duro golpe. O Papa Bento XV, pela bula Archidiocesis Olindensis et Recifensis, de 2 de agosto de 1918, transfere a Diocese de Floresta para Pesqueira. Esse é um ponto no qual muita gente ainda tem dúvida. O fato é que a Diocese de Pesqueira não foi criada em 1918 e sim em 1910 e Dom José Lopes não é bispo desde 1919 e sim desde 1915. A bula papal mudou o endereço da antiga diocese e o seu nome e, na verdade, não criou uma nova. Naturalmente Dom José já era o bispo titular, então se mudou para Pesqueira no ano seguinte. O ótimo site Catholic Hiearchy (goo.gl/yXyZFx) consegue mostrar bem esse processo. […] Nela pode ser constatado que a antiga Diocese de Floresta e a atual Diocese de Pesqueira são técnica e oficialmente a mesma. Vemos ainda as novas criadas a partir de Pesqueira, inclusive a nova Diocese de Floresta, que não é a mesma de 1910. [...]. Mais: goo.gl/8q61F1 

O pesquisador Luís Wilson, no seu livro Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e Outras Notas. 1982, nos deixou importantes informações sobre a paróquia Nossa Senhora do Livramento, seus Bispos e párocos, que compilamos abaixo: 

Pág. 90:

«1919 – Decreto n. 2. Paço Episcopal de Pesqueira. Dominus Jesephus Antonius de Oliveira Lopes, Dei et Apostolicae Sedis Gratia, episcopal Pesquenrensis in Brasilia. Criação da Paroquia de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco. 

Aos que este decreto virem, saudação, paz e bênçãos em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Fazemos saber que querendo nós remediar as necessidades espirituais dos Nossos Filhos, moradores no povoado de Rio Branco, da Freguesia de Cimbres deste Bispado, temos deliberado erigir em paróquia o aludido território; e, para esse fim, depois de ouvido o parecer do Revmo. Pároco de Cimbres, preenchidas todas as formalidades de Direito usando de nossa jurisdição ordinária, e se preciso for, da que nos é delegada pelo Sacrossanto Concílio Tridentino (sessão XVI, cap. 4 de Reform); Havemos por bem separar, dividir e desmembrar da Paróquia de Cimbres e território que, em seguida, vai indicado, e, pelo presente Decreto, erigimos e canonicamente instituímos a nova Paróquia que se denominará de Nossa Senhora do Livramento, cujos limites são os seguintes: com a freguesia de Cimbres, pelas serras do Mimoso, da Aldeia Velha,  e do Pau d’Arco; com a Freguesia de Alagoa de Baixo, pelo Riacho do Feliciano e Rio Moxotó; com a Freguesia de Buíque, pelas Serras de São José, inclusive a Capela do Carneiro; com a Freguesia da Pedra, com os limites já existentes.
Limitada, assim, a nova Paroquia, submetemos a jurisdição e ao cuidado espiritual do pároco que para ela nomeamos, os habitantes compreendidos nos limites acima indicados, aos quais mandamos que tanto para o Revmo. Pároco como para a Fábrica da Igreja, contribuam religiosamente com os emolumentos, oblações, benesses que respectivamente lhe sejam devidas por Estatutos, leis e costumes legítimos nesta Nossa Diocese, e ordenamos que o Revmo. Pároco funcione na Igreja de Nossa Senhora do Livramento, sita no povoado de Rio Branco, a qual gozará de todos os privilégios e insígnias que, de direito cabem às Igrejas Matrizes. Pelo que, concedemos a dita Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento pleno direito e faculdade de ter sacrário onde se conserve o Augusto Sacramento da Eucaristia, com o necessário ornato e decência, e lâmpada acesa de dia e noite, bem como a faculdade de ter laphoterio e Pia Batismal, Livro de Tombo e de registro de batizados, casamentos e óbitos e os outros livros peculiares e todos os demais direitos, honras e distinções de uma Igreja Paroquial. E considerando as circunstâncias peculiares desta Diocese, de acordo com o Com. 454, 3º do Código de direito Canônico, declaramos amovível essa paroquia, acima descrita, a qual terá por titular Nossa Senhora do Livramento, cuja festa seja celebrada anualmente, de conformidade com as prescrições litúrgicas, no dia próprio, com devoção religiosa e esplendor.
Aos que este decreto virem, saudações, paz e benção em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Mandamos que este nosso Decreto seja lido em um domingo ou outro dia santificado, à estação da missa parcial na mesma Matriz, como nas de Cimbres, Alagoa de Baixo, Buíque e Pedra, do que se passará certidão no verso deste, para em todo o tempo constar e será cuidadosamente conservado no arquivo da Paroquia de Nossa Senhora do Livramento. Seja este nosso Decreto registrado e transcrito no livro competente de nossa Câmara Episcopal e registrado também no livro de Tombo da Paroquia acima mencionada. Dado e passado em nossa Câmara Eclesiástica de Pesqueira, sob o sinal e Selo de Nossas Armas, aos trinta e um de agosto de 1919. E eu, Padre Landim, Secretário do Bispado a subscrevi. José, Bispo de Pesqueira.»
[Anotações complementares no Livro de Tombo da matriz de Arcoverde, que também registrou o Decreto acima]:
«Fazem parte da paróquia de Arcoverde duas capelas localizadas uma na vila de Algodões e outra na Fazenda Umburanas.
A igreja Matriz não obedeceu rigorosamente a nenhum estilo, notando-se apenas que houve uma certa preocupação em dar à fechada principal algumas coisas do Português.
A capela de Algodões foi modelada embora sem esmero, sobre o gótico em algo do romano.
A capela de Umburanas não seguiu nenhum estilo.
Não há nesta paróquia de Rio Branco nenhum edifício que apresente interesse histórico, a não ser talvez a casa em que nasceu o Sr. Cardeal J. Arcoverde.
De resto, não encontrareis nada mais de notáveis, podendo, porém, lembrar que, nos primórdios, quando ainda “Olho d’Água dos Bredos”, foi este lugar centro de malfeitores, caracterizando-se mesmo pela grande concentração de jogadores que, pelas “festas de S. João”, afluíam para execução de tanta miséria.
Aproveitando o ensejo, apresento-vos o meu protesto de solidariedade pela obra de patriotismo que estais a realizar em nosso Pernambuco.
De V. S. servo em Xto. – Padre Luiz Gonzaga de Campos Reis, vigário de Rio Branco. – 12–12–1930.»
Pág. 91:
«Nosso 1º  Vigário foi o Padre José Kherle, nascido a 19 de maio de 1891 em Reinstten (Wuttemberg, Alemanha) e falecido a 6 de agosto de 1978, em Buíque, no Sertão do Estado.
"D. José Antônio de Oliveira Lopes, por Mercê de Deus e da Santa Igreja Católica, Bispo de Pesqueira.
Fazemos saber que, atendendo ao que por petição nos enviou [...] o Reverendo Padre José Kherle, havemos por bem provê-lo, como pela presente provisão o provemos em a ocupação de pároco encomendado da Freguesia de Rio Branco e encarregado da Pedra, deste Bispado até 31 de Dezembro deste ano, se antes não mandarmos o contrário, a qual ocupação servirá como convém ao serviço de Deus e bem das almas dos paroquianos da referida Freguesia, administrando-lhes os sacramentos, absolvendo-os"...
"Dado e passado nesta cidade de Pesqueira, aos 21 de Fevereiro de 1919. Eu, José Landim, Secretário do Bispado, a escrevi. José, Bispo de Pesqueira".
Tem-se a impressão de que há um engano na data da nomeação do Padre José Kherle para vigário da Matriz de Nossa Senhora do Livramento (21.02.1919), ou na de criação da mesma Freguesia (31.08.1919), a não se que aquele sacerdote pudesse ter sido nomeado vigário de uma Paroquia criada seis meses depois de sua provisão para vigário da mesma.
Há outro equívoco no Livro do Tombo da Matriz de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco, em seu Termo de Abertura (folha de rosto), mas este de fácil compreensão:
"Termo de Abertura. Há de servir este livro para o lançamento dos assuntos das confirmações da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Rio Branco"... Aqui trocou-se, apenas, evidentemente, o nome de Nossa Senhora do Livramento pelo de Nossa Senhora da Conceição.


 “A Casa Paroquial” de Rio Branco, em 1919/1920. Ali é hoje o Grande Hotel Magestic, de Jeferson Siqueira. Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e Outras Notas. 1982. Luís Wilson. Após pág. 106


«A primeira Casa Paroquial de Rio Branco ficava vizinha ao chalé do cel. Leonardo Guimarães, D. Maria, Emídio, Teodoro e as "meninas", na mesma residindo depois o dr. Marcionilo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti (filho do dr. Leonardo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti), Enéas Mendes, Numeriano de Freitas e, entre outros, "seu" Noé e d. Maria Licor, esta última abrindo ali, mais tarde (mais ou menos em 1936) o Hotel Majestic, que vendeu depois a D. Maria Sobreira.
Era onde da igreja, motivo porque o padre José Kherle construiu a casa que ficava ao lado direito da igrejinha" de Nossa Senhora do Livramento, indo residir na mesma e tendo sido ali até 1977 ou 1978 a Das Paroquial de Rio Branco.
O último sacerdote que ali morou foi o padre Antônio Inocêncio Lima, diretor do Departamento Regional de Educação (DERE), em Arcoverde, diretor da Autarquia de Ensino Superior (AESA), do mesmo município e vigário há 12 anos da Matriz de Nossa Senhora do Livramento.»

Dom José Antônio de Oliveira Lopes[1º bispo de Pesqueira] – 1915-1932. Imagem colorizada. Original em goo.gl/oi91Sa

«Ainda em 1919, o padre José Kherle devidamente autorizado por provisão de D. José Antônio de Oliveira Lopes, Bispo de Pesqueira, aforou por setecentos mil réis, anualmente, à Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (SANBRA), o terreno de propriedade do patrimônio de nossa igreja, à sua direita e dos trilhos da "Great Western" (hoje Rede Ferroviária Federal), onde o dr. Francisco Brandão Cavalcanti levantou o grupo de edifícios daquela empresa, em certa época, um dos mais bonitos do Sertão do Estado.»
Pág. 93
«1920. É nomeado por provisão de D. José Antônio de Oliveira Lopes, bispo de Pesqueira, a 25.02.1920, vigário da Matriz de Nossa Senhora do Livramento, o padre Joaquim Traumaturgo, tomando posse na estação da missa paroquial do dia 7 do mês seguinte.
Era nosso segundo vigário, ficando encarregado pela mesma provisão, das igrejas da Pedra (Nossa Senhora da Conceição), e Buíque (São Félix de Cantalice). Fundou nossa Escola Paroquial Mista São Luís de Gonzaga e terminou as obras do coro da Matriz, pagando pelas mesmas a Juviniano Jovin a importância de 3.000$000.
O terreno do patrimônio da igrejinha de Nossa Senhora do Livramento, aforado à SANBRA, é vendido a mesma pela importância de 3.000$000 (três contos de réis), conforme escritura lavrada no Cartório do cel. Jerônimo Cavalcanti de Albuquerque Jé, na rua 7 de setembro (rua do Grito), s/n., transcrita no Livro de Tombo (vol.1) da matriz de Nossa senhora do Livramento.
Fez-se, naquela época, certa reforma na fachada da igrejinha e construiu-se o grande "patamar" que ficava a seu lado esquerdo, edificando-se ali mais ou menos em 1940 o "Palácio da Prefeitura Municipal de Rio Branco"(Arcoverde).»
Pág. 97
«1922 - D. José Antônio de Oliveira Lopes, bispo de Pesqueira, por provisão de 7 de janeiro daquele ano, nomeia vigário da igrejinha de Nossa Senhora do Livramento, o padre Inácio Maria Berenghera, 4º vigário de Rio Branco. Antes do mesmo estivera entre nós, por 3 ou 4 meses, o padre Fernando Guedes, nosso 3º vigário.»
Pág. 99
«Quando pela Bula Archiodicesis Olindensis Recifensis, de 2 de agosto de 1918, do santo padre Bento XV, foi reunida à Diocese do Sertão as paróquias de Pesqueira, Cimbres, Belo Jardim, Pedra e Buíque, e transferida a sede da mesma de Floresta para Pesqueira, veio D. José Antônio de Oliveira Lopes de Floresta para Pesqueira, como seu 1º  Bispo.
Dois ou três anos depois, reconhecendo em seu zelo pastoral não lhe ser possível atender às necessidades de sua Diocese, solicita do Santo Padre o seu desmembramento, aquiescendo Pio XI ao seu pedido pela Bula Dominicis Gregis de 30-11-1923, desligando 7 paróquias de Pesqueira, com as quais formou a nova Diocese de Petrolina, sufragânea da Arquidiocese de Olinda e Recife e tendo sido o seu 1º  Bispo D. Antônio Malas (Cuneo, Comune de S. Pietro, Paróquia de S. Pietro de Vincole, 16-12-1864 - São Paulo, Brasil, 28-10-1931). 
Tomou posse de sua nova Diocese a 15-08-1924, dotando-a, entre outras coisas, do Palácio Episcopal, de dois colégios e construindo ali, em estilo gótico ogival, e toda em pedra, a Catedral do Sagrado Coração de Jesus de Petrolina, a mais bonita Igreja do Sertão do Estado, onde está sepultado.»

1924 - O padre João Rodrigues é nomeado por provisão de 1º de janeiro de D. José Antônio de Oliveira Lopes (Bispo de Pesqueira), vigário da "igrejinha" de Nossa Senhora do Livramento (5º vigário de Rio Branco).»
1925 - O padre José Ribeiro Ferraz do Vale é nomeado vigário de Rio Branco por provisão de 15 de fevereiro, tomando posse na estação da missa de nossa matriz de 23 do mesmo mês. Era o 6º pároco de Nossa Senhora do Livramento.»
Pág. 117
«1928 - O padre Luiz Gonzaga de Campos Góes é nomeado por provisão de D. José Antônio de Oliveira Lopes, de 4-janeiro daquele ano, pároco da matriz de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco, nosso 7º vigário
Pág. 128
«1931 - D. José Antônio de Oliveira (Bispo de Pesqueira), nomeia por provisão de 1 de março daquele ano, para vigário da matriz de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco, o padre Zabulon Pereira da Lira, que tomou posse na Estação da missa da mesma igreja, do dia 6 de abril (nosso 8º vigário). Ao mesmo tempo, como todos os nossos párocos, fora nomeado fabriqueiro e administrador do patrimônio da igrejinha de Nossa Senhora do Livramento.
No dia 21 de agosto, no Cartório do tabelião Jerônimo Cavalcanti de Albuquerque Jé, o dr. Leonardo Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti e sua esposa d. Carolina Arcoverde Cavalcanti assinam a escritura pública de doação que à igrejinha de Nossa Senhora do Livramento de Rio Branco, fizera o casal, de um terreno vizinho ao antigo cinema do cel. Augusto Cavalcanti (Augusto Mouco), "em que se acham construídos o Colégio Monsenhor Fabrício e uma Escola Municipal". (livro 7 do cartório, folhas 76, verso, 77 e 78 e versos).»

Pág 133 – 
«D. José Antônio de Oliveira Lopes (1º bispo de Pesqueira), morre em seu palácio episcopal a 23 de novembro de 1932.»

Pág. 134.
«O padre Zebulon Pereira de Lira deixara a matriz de Nossa Senhora do Livramento a 27 de setembro daquele ano de 1932, tendo sido substituído no dia 2 de outubro pelo padre Geraldo Frosal (nosso 9º vigário).»

Dom Adalberto Accioli Sobral [2º] – 1934-1947. Imagem colorizada.

Pág. 142
«Em agosto [1934] chegava a Pesqueira o seu 2º  bispo, D. Adalberto Sobral, bispo da Barra do Rio Grande...
Nosso 3º  bispo foi d. Adelmo Cavalcanti Machado, ..sagrado bispo de Pesqueira a 15-08-1948.. Foi substituído por d. Severino Mariano de Aguiar (4º  bispo da Diocese de Pesqueira). Eleito bispo pela bula papal de Pio XII, de 03-11-1956.
Substituído em 1980 por d. Manuel Palmeira da Rocha (5º bispo de Pesqueira).»

Pág. 148 
«No dia 8 de junho é nomeado vigário da igrejinha de Nossa Senhora do Livramento, Frei Bento Terrinca (12º vigário de Rio Branco).»

«No n.8, de 26 de setembro [1936] na primeira página de O TACAPE... No final do editorial escrevia Antônio Napoleão: "Já que encontramos no padre Saturnino Cunha um espírito empreendedor e interessado em dotar-nos de um templo digno de nosso progresso, auxiliado-lo em tudo quanto for possível".»
Pág. 149
«1937 - D. Adalberto Sobral (Bispo de Pesqueira), nomeia por provisão de 17 de janeiro, o padre Antônio Faustino Costa, vigário encomendado da igrejinha Nossa Senhora do Livramento (nosso 13º pároco), assinando o seu termo de posse, naquele mesmo dia.»
pág. 156
«1939 - É nomeado vigário de Rio Branco no dia 16 de fevereiro o padre Antônio Vieira Lima, tomando posse de sua freguesia na estação da missa paroquial no dia 19 (14º pároco da igrejinha Nossa Senhora do Livramento).»
1940 - No dia 1º de janeiro, no lugar vulgarmente conhecido por cuscuz, na praça da Bandeira (onde está hoje o cine Bandeirante), é lançada a 1ª pedra da futura matriz de Rio Branco, que foi benta pelo sr. bispo da Diocese de Pesqueira D. Adalberto Sobral.
No dia 3 de março o padre Antônio Vieira Lima deixa a cidade em gozo de férias e assinava o nosso livro de tombo "pelo vigário" o padre Luiz Wanderley Simões, nomeado por provisão de D. Adalberto Sobral, de 8 de abril, vigário ecúmeno.»
pág. 157
«A 16 de junho tem início a construção de nossa nova matriz (planta de Francisco Bolivar), não na praça da Bandeira, mas no mesmo lugar da antiga igrejinha de Nossa Senhora do Livramento, do capitão Leonardo Pacheco Couto, cuja primeira reforma datava, talvez, de 1865, contando-se que da antiga igreja ficou apenas o frontão
Pág. 158
«1941 - No dia 3 de janeiro, às 14 horas, um sinistro nas obras de reconstrução (sic) da igreja Nossa Senhora do Livramento, do qual saíram feridos dois operários, um dos quais morreu poucos minutos depois do ocorrido e outro oito dias mais tarde.
O desastre tivera origem em um "consolo", sobre o qual se achavam aqueles trabalhadores montando uma "tesoura". 
"Foi um castigo, porque os operários por várias vezes ouviram dos meus lábios que seriam castigados por Deus caso não frequentassem a missa aos domingos. Há outras coisas mais que me abstenho de escrever por caridade... Deus sabe"...»
Pág. 159
«1942 - Escreve o padre Luís Simões no livro de tombo da igrejinha Nossa Senhora do Livramento: "Revestiu-se com duas massas toda a igreja, ladrilhou-se de mosaico sua capela e foram postas todas as suas janelas, com respectivas vidraças, orçando tudo em cerca de 18.000$000 (Nossa nova moeda, o cruzeiro, tenho a impressão de que entraria em vigor no ano seguinte, 1943).
Demolida também a antiga Casa Paroquial de Rio Branco e construída a atual, no mesmo lugar, "gastando-se na mesma 10.000$000 (dez contos de réis).»

Pág. 160
«Na quinta e na sexta feira (semana santa - abril) Frei Damião pregou em frente a igrejinha de Nossa Senhora do Livramento.»

Pág. 162
«1944 - No dia 31 de dezembro a "Bandeira" da Festa de Nossa Senhora do Livramento saía da residência de Emídio Guimarães e d. Maria José, iniciando-se o novenário da Padroeira do município.... No dia 7 de janeiro de 1945, procissão percorrendo as ruas da cidade.  À noite, muita chuva, tendo sido aquela, no entanto (escreve o padre Luís Simões no livro de Tombo da matriz) "a festa de maior expressão de nossa padroeira que já houve em Arcoverde, em organização, ornamentação e luzes

1947 - No dia 1º de janeiro, por provisão de d. Adalberto Sobral (bispo de Pesqueira) é nomeado vigário substituto de Arcoverde, o padre Augusto Prudenciano de Carvalho (16º pároco da matriz de Nossa Senhora do Livramento), mais tarde 2º bispo de Caruaru, sagrado a 12-12-1959.
Nosso 17º vigário seria o padre Olimpio Torres, o 18º frei Eduardo R. Branco (do Convento dos Franciscanos de Campina Grande) e o 19º ainda em 1947, Frei Pascoal Baker
Pág. 166
«A 19 de fevereiro daquele mesmo ano de 1948 fora nomeado por provisão do monsenhor João Pires (vigário capitular de Pesqueira) o padre Pedro Gabriel de Vasconcelos, vigário ecônomo da matriz de Nossa Senhora do Livramento (20º pároco de Rio Branco) onde ficou até o dia 31-07-1954.»

Dom Adelmo Cavalcante Machado[3º] – 1948 – 1955. Imagem colorizada.


Pág. 179
«1952 - D. Adelmo Machado (bispo de Pesqueira), nomeia por provisão do dia 19 de março, o padre Delson Cursino de Freitas, vigário cooperador da paróquia de Nossa Senhora do Livramento (21º pároco de Arcoverde.»
Pág. 182
«1954 - No dia 15 de agosto, provisão de d. Adelmo nomeando o padre Godofredo Joosten vigário da matriz de Nossa Senhora do Livramento (nosso 22º pároco).»
Pág. 183
«1955 - No dia 2 de maio era nomeado o padre Geraldo Dennoch, pároco substituto da matriz Nossa Senhora do Livramento (23º vigário de Arcoverde), durante o impedimento do padre Godofredo.»



Arcoverde em 1956 – Foto de TiborJablonsky e Walter Egler. Foto colorizada. Original em goo.gl/2TU7wU.

Pág. 184 - 
«1956 - A 1º de abril, por provisão do monsenhor Luís Sampaio (vigário capitular da diocese de Pesqueira) é nomeado o padre João Pedro, vigário substituto de Arcoverde, durante o impedimento do padre Godofredo Joosten.
[goo.gl/dqSjZT – 4ª col. Diario de Pernambuco].»
Pág. 189
«1959 - D. Severiano Mariano de Aguiar (bispo de Pesqueira) nomeia por provisão de 22 de fevereiro o padre Lambero Bogaerte, vigário cooperador de Arcoverde, "usque ad revocations"(nosso 25º pároco).»
Pág. 191
«A 13 de novembro, provisão de D. Severino Mariano de Aguiar nomeando o padre Raimundo Bergman César, pároco da matriz de Nossa Senhora do Livramento (nosso 25º vigário). Tomou posse no dia 22 do mesmo mês.»
Pág. 193
«1964 – A 12 de janeiro, com a presença do sr. Bispo de Pesqueira, mudam-se os padres redentoristas da freguesia de Nossa Senhora o Livramento para a do Santíssimo Redentor.
No dia 2 de fevereiro, por provisão de D. Severino Mariano de Aguiar, o padre Fausto Serafim Ferraz é nomeado vigário ecônomo da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento de Arcoverde (nosso 26º vigário).[goo.gl/bhzZPY , 1ª col. Diario de Pernambuco].»
Pág. 195
«1965 – Assume o cargo de vigário da freguesia de Nossa Senhora do Livramento de Arcoverde, por provisão de D. Severino Mariano de Aguiar (Bispo da Diocese de Pesqueira), de 10 de janeiro daquele ano, o padre José Cursino de Freitas (nosso 27º pároco). [ goo.gl/Ln2D7S , 4ª col. Diario de Pernambuco].»



Dom Severino Mariano de Aguiar[4º] 1956-1980.

Pág. 197

«1968 – São nomeados por provisão de D. Severino Mariano de Aguiar, de 21 de janeiro, os padres Antônio Inocêncio Lima (28º vigário) e Osvaldo Bezerra de Oliveira para “o serviço do povo de Deus” na matriz de Nossa Senhora do Livramento de Arcoverde.
Na mesma freguesia, entre outros fatos (Livro de Tombo da matriz de Nossa Senhora do Livramento), no período de 21-01-1968 a 31-12-1980, o padre Osvaldo Bezerra de Oliveira deixa o ministério (29-02-1972) e são construídos pelo padre Inocêncio o Centro Social D. Severino Mariano de Aguiar (Bairro de São Geraldo), o da Boa Vista, o da Vila Popular, o das Caraíbas, o da Aldeia Velha, a Capelinha de Santo Antônio da Serra das Varas e a de São João Batista do Riacho do Mel.»

Nossa Matriz, ainda sem os relógios em sua torre.


Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e Outras Notas. 1982. Luís Wilson. Após a pág.75. “ Atual matriz de N.S. Livramento, de Arcoverde. (1939-1940). Imagem colorizada. Matriz com relógios em sua torre. Como se vê, esta foto aparece no livro impresso em 1982.

Dom Manoel Palmeira da Rocha[5º] – 1980 - 1993
198429º pároco: Padre Airton Freire de Lima

1985 - 30º pároco:  Padre Adilson Carlos Simões Silva

Século 21

Dom Bernardino Marchió [6º] – 1993 - 2002

Dom Francisco Biasin [7º] – 2003-2011

31º pároco: 2007 - Pe. Adeildo Sebastião Ferreira

Dom José Luiz Ferreira Salles-[8º] – 2012 - ... 

Párocos da Paróquia N.S. do Livramento, no período de 1919 a 2018

Síntese das listas dos vigários que são numerados no livro Município de Arcoverde (Rio Branco). Cronologia e Outras Notas. 1982. Luís Wilson. Pág.90; com * os que só aparecem no livro Ícones. Patrimônio Cultural de Arcoverde. 2008 – Roberto Moraes. Pág. 98. São mostrados 38 nomes no total.

1919 - 1º vigário - José Kherle
1920 - 2º - Joaquim Traumaturgo Albuquerque
1922 - 3º - Fernando Guedes
1922 - 4º - Inácio Maria Berenghera
1922 - * Antônio Araújo Antonino
1922 - * Joaquim Martins Pontes
1924 - * José Ribeiro Dias
1924 - 5º - João Rodrigues
1925 - 6º - José Ribeiro Ferraz do Vale
1928 - 7º - Luiz Gonzaga de Campos Góes
1931 - 8º - Zebulon Pereira de Lira
1932 - * Geraldo Frossel
1933 - * Urbano Carvalho
1934 - * Renato Menezes
1935 - * Saturnino Lopes da Cunha
1936 - 12º - Frei Bento Terrina
1937 - 13º - Antônio Faustino Costa
1939 - 14º - Antônio Vieira Lima
1940 - 15º - Luiz Gonzaga Wanderley Simões
1947 - * Olimpio Torres
1947 - 17º - Augusto Prudenciano de Carvalho
1947 - 18º - Frei Eduardo R. Branco
1947 - 19º - Frei Pascoal Baker
1948 - 20º - Pedro Gabriel de Vasconcelos
1952 - 21º - Delson Cursino de Freitas
1954 - 22º - Godofredo Joosten
1955 - 23º - Geraldo Dennoch
1956 - 24º - João Pedro
1959 - 25º - Lambero Bogaerte
1959 - 25º - Raimundo Bergman César
1959 - * João Peters
1964 - 26º - Fausto Serafim Ferraz
1965 - 27º - José Cursino de Siqueira
1968 - Antônio Inocêncio Lima (28º vigário) e
Osvaldo Bezerra de Oliveira (deixa o ministério (29-02-1972)
1984 - Airton Freire de Lima
1985 - Adilson Carlos Simões Silva
2007 - Adeildo Sebastião Ferreira